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Jogo das cadeiras nos escritórios das gestoras internacionais na Península Ibérica


O esquema é renovado na cúpula das gestoras internacionais na Península Ibérica. 20% das entidades com escritórios de representação mudou em 2018 o seu responsável máximo para o mercado ibérico. Isto significa que, das 50 empresas estrangeiras com presença no terreno, dez dos seus responsáveis máximos já não são os mesmos de quando o ano começou. O setor nunca tinha vivido antes uma rotação anual de lideranças tão elevada.

Nalguns casos, a substituição alcançou entidades onde o profissional contava com uma grande trajetória profissional à frente do escritório. O exemplo mais claro foi a substituição de Ramón Pereira que, após 20 anos como diretor geral da Franklin Templeton Investments para Portugal, Espanha e Andorra, foi substituído por outro profissional da casa, Javier Villegas, com uma experiência de 13 anos na gestora, os últimos cinco em Miami, como diretor de Instituições Financeiras Globais e Consultores para o continente americano.

Quem também procurou substituir o seu responsável máximo foi a Aberdeen Standard Investments. O anúncio de que Ana Guzmán iria iniciar um novo projeto profissional fora da equipa deixou uma vaga que agora ocupa Álvaro Antón, como diretor geral para Portugal, Espanha e Andorra.

Na UBP e na Lyxor também houve movimentos internos. Relativamente à empresa suíça, em abril, a entidade nomeava Felipe Lería diretor geral para a Ibéria após a saída de Carmen Bañuelos. Neste caso, o novo responsável tomava as rédeas da gestora após doze anos na casa, os últimos a desempenhar funções de responsável para a Península Ibérica como diretor de Marketing e Comercial, e transferia-se do escritório de Barcelona para Madrid.

Relativamente à Lyxor, a entidade mudou os seus dois responsáveis máximos. O primeiro a fazer as malas foi Ander López, que era contratado pela M&G Investments como diretor de vendas para a América Latina. Quem ocupou o seu antigo cargo foi Nuria Ortega, profissional com 16 anos de experiência no grupo Société Générale, que se tornava na nova responsável de vendas alternativas da Lyxor. O segmento do negócio dos ETFs da Lyxor também perdeu o seu responsável máximo depois de Juan San Pío ter anunciado que tinha posto um ponto final na sua etapa na entidade.

Outra das mudanças mais relevantes aconteceu na UBS Asset Management, depois de Juan Infante, que entrou para fazer parte da entidade suíça em 2002, ter sido substituído por Álvaro Cabeza como responsável de desenvolvimento do negócio para clientes Wholesale, Institucional e canal interno para a Península Ibérica. A diferença entre os casos anteriores é que a UBS AM encontrou lá fora, mais especificamente na equipa de vendas da BlackRock, a peça sobresselente que necessitava para preencher a vaga deixada pelo seu até então responsável máximo.

A substituição de Infante não foi a única substituição externa que aconteceu este ano. Em fevereiro, a Mirabaud Asset Management contratava Elena Villalba, até então responsável de desenvolvimento de negócio da Merchbanc para substituir Raimundo Martín como diretora de vendas para a Ibéria.

Curiosamente, embora 2018 esteja a ser um ano record de movimento de cadeiras, apenas acontecem casos de profissionais que abandonam uma entidade para ir para outra. De facto, há apenas dois: o primeiro foi o de Nabil El-Asmar. A nomeação de José Luis Ezcurra, até então diretor geral da Vontobel AM para a Península Ibérica, como responsável de distribuição da empresa suíça para os Estados Unidos offshore e América Latina, deixava uma vaga que foi preenchida pelo que durante os últimos anos foi o responsável da Candriam para Portugal e Espanha.

O segundo caso foi o de Bruno Patain, que após 10 anos na Generali Investments era contratado pela Eurizon Capital como responsável máximo para conduzir o seu negócio na Ibéria e do escritório que em breve a entidade italiana irá abrir na Península Ibérica.

Cabe agora às gestoras que ficaram sem liderança dar um passo em frente neste "jogo das cadeiras". Neste grupo encontram-se a Candriam, a Generali Investments, a Lyxor (na parte dos ETFs) e a SYZ Asset Management, onde ainda falta preencher o cargo deixado por Luis Beltrami como responsável da gestora para a Península Ibérica após a sua saída para a Flossbach von Storch.

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