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Japão endurece o controlo ao investimento estrangeiro: como afeta as gestoras


Com o objetivo de proteger o negócio nacional, o Japão planeia impor uma norma mais restrita para o investimento estrangeiro na sua bolsa. Segundo a medida apresentada pelo Ministério das Finanças do país, os investidores estrangeiros deverão comunicar antecipadamente quando planearem comprar mais de um 1% das ações de uma empresa relacionada com a segurança nacional.

É um salto relevante tendo em conta que o limite atual está em 10%. Atualmente os investidores estrangeiros informam o governo quando já atingiram esse limite. Isto abre uma investigação interna que dura 30 dias e pode fazer com que a compra destas ações seja cancelada. Se for aprovada, a lei será implementada no próximo ano fiscal, em abril.

O objetivo é proteger as empresas nacionais de sectores sensíveis. Segundo interpretam vários meio, entre eles o Wall Street Journal, o motivo extraoficial é aumentar a vigilância do governo aos investimentos por parte da China. Por isso afetará nichos como a defesa, as telecomunicações ou o transporte marítimo, ainda que de momento não haja uma lista exata de quais das 3 680 empresas japonesas se verão afetadas.

Segundo publica o meio japonês Nikkei, o governo planeia excluir empresas de gestão de ativos da norma, incluindo os hedge funds e as gestoras. Pelo que ainda há esperança de evitar o impacto direto, mas por ver os danos colaterais em ações japonesas ainda estão por ver. Por exemplo, porque as empresas de brokers internacionais que operam no país estão sujeitas a esta norma, o que poderá afetar a liquidez do mercado.

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