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IOSCO avança criação de fundação para trabalhar com países emergentes


A importância dos países emergentes na economia global e as perspectivas de crescimento dos seus mercados de capitais para os próximos anos levaram a IOSCO a criar uma fundação, que visa ajuda-los a colocar em prática os princípios internacionais de regulações dos valores mobiliários.

Após ter tido luz verde em Maio do ano passado, a fundação poderá arrancar já no próximo mês de Março, se o Conselho da IOSCO (Organização Internacional das Comissões de Valores Mobiliários) der a sua aprovação, como explicou Isabel Pastor, assessora da entidade, numa conferência realizada em Madrid, com a colaboração da CNMV e do Instituto Espanhol de Analistas Financeiros.

A Fundação IOSCO, que poderá ter sede em Madrid, funcionará principalmente com financiamento privado e centrará o seu trabalho em três áreas, concretamente, a assistência técnica aos países emergentes; educação e formação no funcionamento e melhores práticas para a criação de mercados eficientes e que garantam a protecção dos investidores; e investigação. “As prioridades e desafios são diferentes dos das economias desenvolvidas.  [Os emergentes] precisam de desenvolver os seus mercados e para tal necessitam de assistência técnica, de capacidade”, disse Isabel Pastor.

A responsável da organização adiantou que, “até ao momento, a IOSCO tem proporcionado assistência técnica a determinados países, mas há outros que continuam a aguardar ajuda. Precisamos de uma fundação porque a crise supera-se, não só com regulação financeira global, mas também apoiando a estabilidade financeira e o crescimento dos mercados”. 

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