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“Investir em sustentabilidade beneficia as empresas, os seus acionistas e a sociedade em geral”


O investimento sustentável veio para ficar. Considerado um segmento minoritário até há uns anos, este tipo de investimento ganhou por méritos próprios um posto entre os produtos das grandes sociedades gestoras. Como explicam na UBS Wealth Management, a divisão de gestão patrimonial da empresa suíça, num relatório recente onde analisam a evolução e o futuro do investimento sustentável, “este tipo de investimento, também chamado de investimento socialmente responsável ou ISR, oferece aos investidores rentabilidades competitivas e permite-lhes expressar os seus valores através dos seus investimentos e influenciar positivamente o seu contexto”.

Para os especialistas de UBS, “o ISR é uma das grandes tendências no contexto financeiro. Cada vez são mais as empresas que incluem critérios ASG (ambientais, sociais e de bom governo) na sua estratégia de negócio e os seus relatórios financeiros porque ajuda a criar e a preservar valor para os seus acionistas. Além disso, o acesso a esta informação permite adotar melhores decisões de investimento e integrar a gestão de riscos extra financeiros na análise estratégica”.

Não obstante, o investimento sustentável continua a ser desconhecido para muitos investidores e a rentabilidade destes produtos, o seu cavalo de batalha. “A perceção geral é que esta abordagem de investimento não é rentável mas realizaram-se inúmeros estudos nos últimos anos que concluem que a rentabilidade do ISR é similar à dos principais índices de referência ou até ligeiramente superior nalguns casos. Por exemplo, se compararmos o índice MSCI KLD 400 Social, composto pelas 400 empresas dos EUA com melhores qualificações ASG, com o MSCI US que mede o mercado acionista dos EUA, observamos que evoluíram em grande sintonia”, afirmam na sociedade gestora.

O relatório da UBS destaca uma abordagem inovadora no investimento sustentável: o investimento de impacto, que centra a estratégia de investimento não só em obter uma rentabilidade financeira mas também em alcançar metas concretas em questões sociais ou ambientais, a denominada rentabilidade social do investimento (SROI). “Num momento em que os governos de países desenvolvidos contam com menos recursos para projetos de desenvolvimento, os investidores privados converteram-se na melhor alternativa de financiamento, quer na forma de microcréditos ou de outros veículos de investimento como as obrigações de impacto social (SBI) do Banco Mundial".

Na UBS concluem que “os investidores influenciam no seu contexto através dos seus investimentos, quer de forma intencionada ou não. Ter em conta aspetos como os critérios ASG permite reorientar o capital para certos setores ou empresas e penalizar outros. Por isso, em ISR, como em qualquer tipo de investimento, é importante que os investidores definam cuidadosamente a abordagem que melhor se adapte aos seus objetivos, à sua missão e aos seus valores”.

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