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Investimento dos OICVM nacionais em UPs de fundos estrangeiros cresceu acima dos 6%


As últimas informações reveladas pela CMVM no que toca à gestão de ativos no 3.º trimestre de 2018 permitem também perceber algumas tendências preconizadas por quem gere OICVM em Portugal.

O dados referentes ao investimento em unidades de participação de fundos estrangeiros, por exemplo, saltam à vista, mais concretamente quando se olha para a evolução anual do investimento em UPs de fundos estrangeiros. Segundo a CMVM, entre setembro de 2017 e setembro de 2018, o investimento neste tipo de ativo cresceu mais de 6%, como visível na tabela abaixo. As UPs de fundos estrangeiros perfazem uma fatia de cerca de 26% do total dos portefólios, o que, em termos numéricos, no final de setembro passado, era correspondente a 3.091,4 milhões de euros.

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Fonte: CMVM , setembro de 2018

Ao nível do investimento direto, em títulos como as ações, as obrigações, ou a dívida pública, destaque também para alguns números. Em termos anuais, as ações estrangeiras cresceram 17,3% nas carteiras – terminando setembro passado a valer mais de 1.200 milhões de euros – enquanto que o avanço das obrigações estrangeiras, embora mais modesto, também foi significativo. Os dados da CMVM mostram que esta classe de ativos cresceu 7,1% no último ano, cifrando 3.411,2 milhões de euros no total dos OICVM nacionais.

Na dívida pública, embora seja um ativo com menor expressão dentro das carteiras, também se registaram movimentos, em específico na dívida pública estrangeira. Entre setembro de 2017 e setembro de 2018 o ativo cresceu mais de 22%, situando-se no patamar dos 820 milhões de euros no final do terceiro trimestre.

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