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Investimento de fundos flexíveis mostrava sentimento risk-off no final do ano


Os fundos categorizados pela APFIPP como fundos flexíveis agregam um montante sob gestão de 494,7 milhões de euros, o que representa menos de 5% dos ativos totais em fundos mobiliários nacionais. Contudo, sendo fundos cuja política de investimento proporciona uma maior liberdade de movimento no decorrer do processo de alocação, são também os fundos que mais poderão refletir as mudanças no sentimento do mercado ao longo do ano que passou.

Primeiramente, é de destacar que os ativos sob gestão da categoria cresceram 1,8% ao longo do ano, bem como o facto de, apesar de o último trimestre ter sido penalizador para os mercados de ações, isso não se ter traduzido numa quebra dos ativos totais.

Rubrica a rubrica

Em termos de rubricas individuais dentro das carteiras dos fundos, no entanto, a evolução foi bastante díspar. As rubricas de liquidez, por um lado, fecharam o ano a representar 13% do total das carteira, o que representa um crescimento significativo no último trimestre do ano, em que o peso da liquidez denominada em euros cresceu mais de três pontos percentuais. Adicionando a posição em unidades de participação de fundos de investimento do mercado monetário, a parcela mais defensiva deste conjunto de fundos passa a representar 22,2% do total das carteiras, o que compara com 13,5% em setembro de 2018 e 10,6% no final do ano anterior.

o peso investimento canalizado através de fundos de investimento de terceiros (nacionais e internacionais), recuou 5,35% no último trimestre do ano, reflexo de uma quebra significativa no peso dos fundos de ações no período, mas mais agressiva ainda do peso dos fundos de obrigações. Esta última rubrica viu o seu peso recuar de 15,7% para 7,1% e  foi compensada, em parte pela subida da alocação a fundos do mercado monetário.

Já no investimento direto em dívida pública observamos uma ligeira subida do peso da dívida internacional ao longo de 2018, por oposição à ligeira quebra do peso da dívida pública nacional. O peso da dívida corporativa, por seu lado, recuou no ano, tanto em euros como em divisas internacionais. O investimento direto em ações vinha a recuar ligeiramente ao longo do ano e fechou 2018 com um recuo de 2,1 pontos percentuais da ponderação nas carteiras.

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Fonte: APFIPP

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