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Investidores preferem fundos com “vocação longo prazo”


De acordo com os dados do último relatório da Morningstar sobre os fluxos de fundos na Europa, os investidores europeus subscreveram 35.000 milhões de euros em fundos de longo prazo em Fevereiro, um valor menor do que o recorde alcançado em Janeiro, de 41.700 milhões. No final do mês passado, 4,44 mil milhões de euros estavam investidos em fundos com europeus com “vocação de longo prazo”, o nível mais alto de investimento desde que, em 2007, a Morningstar começou a publicar informação sobre os fluxos de fundos. 

Javier Sáenz de Cenzano, director de análise de fundos da Morningstar em Espanha comenta que “na situação actual dos mercados, os investidores parecem concentrar as suas atenções em activos de risco. As bolsas continuam altas e os mercados de obrigações estáveis pelo que os investidores parecem ter interpretado as más notícias, como por exemplo as eleições italianas, como um revés no tempo por um lado e uma oportunidade de compra por outro”.

Neste sentido e, conforme o relatório da Morningstar, as entradas de capital nos fundos de obrigações permaneceram sólidas, alcançando os 11.460 milhões de euros, enquanto os de acções captaram 9.240 milhões de euros. O maior interesse dos investidores recaiu sobre os fundos mistos que obtiveram 9.910 milhões de euros, em Fevereiro. Os fundos de obrigações de mercados emergentes mantiveram a sua popularidade, tal como os de acções emergentes, que lideraram captações entre os restantes fundos de acções. Apesar do facto desta categoria de fundos se situar na posição mais alta da tabela relativamente a entradas de capital no mês passado, o montante de subscrições na ordem dos 1.460 milhões de euros foi consideravelmente inferior a qualquer outro mês desde Agosto de 2012.

Os fundos de ‘corporate bonds’ continuaram a sofrer saídas em Fevereiro. Os fundos com o foco de investimento nas regiões Europa, EUA e Reino Unido tiveram reembolsos em Fevereiro, à semelhança dos fundos de obrigações diversificadas denominadas em libra esterlina.  

O novo fundo italiano misto Gestielle Cedola Piu, que conseguiu 1.280 milhões de euros durante o período inicial de subscrição, e o fundo Templeton Global Return também com as maiores entradas de capital durante o mês passado. O fundo BGF Global Allocation, ao qual foi atribuído o ‘gold’ no ‘rating’ qualitativo da Morningstar, atingiu o seu valor máximo de subscrições mensais desde Novembro de 2009.  

A nível de gestoras, a BlackRock liderou o mercado em Fevereiro, beneficiando-se da preferência dos investidores por uma panóplia de activos mais diversificada, sendo os fundos mistos e os de acções os que dominaram as entradas de capital desde o início do ano. 

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