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Investidores de retalho constituem metade dos clientes da gestão colectiva de ativos


Concentração do sector. Essa é uma das expressões empregues pela CMVM no seu relatório anual referente a 2017, no qual referem que “o aumento dos valores sob gestão conjugado com a diminuição do número de sociedades em atividade em Portugal” contribuíram precisamente para aumentar essa mesma concentração. A CMVM é bastante clara nos números: no final de 2017 os cinco principais operadores concentravam 69,0% do valor sob gestão, o que acaba por ser uma situação semelhante a outros países europeus.

Por tipo de cliente...

No que toca ao tipo de investidores por segmento, a CMVM indica que na gestão individual de ativos são os ‘outros clientes não institucionais’ que perfazem a maior fatia de investimento: no caso 71,6%. Seguem-se, por ordem, os fundos de pensões (18,8%), as pessoas singulares (6,2%), os fundos de investimento (2,0%), e as pessoas colectivas (1,5%). No que toca à gestão colectiva são, sem grande surpresa, as pessoas singulares (53,0%) os investidores com maior peso no segmento, seguindo-se as pessoas colectivas (20,0%), as instituições de crédito (15,7%), os fundos de pensões (5,2%), as companhias de seguros (4,6%), e, por fim, os fundos de investimento (1,4%).

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Fonte: CMVM, final 2017

No que toca à segmentação por tipo de ativos, as diferenças são também notórias em cada uma das áreas da gestão de ativos. Na gestão individual de ativos, a dívida pública é claramente o ativo ‘líder’, perfazendo 42,93% das carteiras. Seguem-se as obrigações, com 25,41%, as UPs de fundos, com 18,34%, os outros ativos, com 7,78%, e as ações com um peso de 5,48%.

Do lado da gestão colectiva, são as obrigações o peso pesado – representam 29,34% do valor investido. As UPs de fundos, os outros ativos, as ações e a dívida pública, são, por esta ordem, os ativos que seguem com mais predominância. A CMVM assinala mesmo que neste segmento é “a dívida privada estrangeira que assume maior relevância”.

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Fonte: CMVM, final 2017

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