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Investidores aumentam risco nas carteiras em cenário de baixas taxas de juro


Ao longo deste ano, a preferência dos investidores foi evoluindo, genericamente, de uma posição mais conservadora para uma maior apetência ao risco, reflectida no regresso aos mercados e em estratégias que visam tirar partido das baixas taxas de juro.

“Os produtos expostos a taxas de juro registaram o maior aumento de preferência por parte dos investidores ao longo de 2012, seja através do investimento directo em obrigações, seja via outros instrumentos”, refere Diogo Serras Lopes, director de investimento do Banco Best, à Funds People Portugal. “Tanto o contexto internacional, como o nacional, favoreceram a visibilidade e ‘performance’ destes produtos, beneficiados pela queda das registada nas taxas de juro, como nos ‘spreads’ de crédito e consequente subida de preço”, explica.

No ActivoBank a “um maior número de investidores a regressar aos mercados e a uma maior propensão ao risco”, sobretudo na segunda metade do ano, algo que consideram ter acontecido “por inerência do cenário actual de taxas de juro baixas”.

Esta mudança no comportamento dos investidores é também salientada por Rui Broega, director da gestão de activos do Banco BiG. “Neste último trimestre registamos uma maior procura por estratégias mais diversificadas (principalmente fundos de investimento), quer nos segmentos de dívida como também no segmento accionista”, refere à Funds People Portugal.

Analisando a evolução ao longo de 2012, Rui Broega nota que, a cada trimestre, foi observada uma realidade distinta. Globalmente, o ano “ficou marcado por um período inicial de forte aversão ao risco pressionado pela agudização da crise nos países europeus periféricos, a que se seguiu um período de aumento dos níveis de confiança dos investidores, com incrementos nos níveis de risco das suas carteiras, com especial incidência em títulos de dívida”.

Esta realidade,  também destacada pelo ActivoBank, foi antecedida no caso deste por uma apetência, nomeadamente, por uma exposição a divisas que não o euro. No primeiro semestre salientam a procura dos investidores “por fundos de investimento em moedas diferentes do euro, em especial francos suíços, dólares canadianos e dólares australianos, nas classes de activos de activos de tesouraria e obrigações”.

Ao olhar de forma global para 2012, “a tendência geral do ano foi para o investimento diversificado nas diferentes classes de activos, desde acções (US e mercados emergentes), a obrigações ‘investment grade’ e ‘high yield’, também nas principais geografias”, sublinham os responsáveis do ActivoBank, à Funds People Portugal. 

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