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Invest Gestão de Activos: “Na Zona Euro a maior preocupação é que a baixa inflação se transforme em deflação”


“O ano de 2014 não deixará boas recordações a muitos investidores”. É com esta certeza que o Invest Gestão de Activos começa o seu outlook para o ano de 2015. No ano que agora termina salientam que o “mercado nacional perdeu quase 30% do seu valor e, a nível externo, os congéneres europeus situam-se perto da linha de água.”

A exceção que o Invest apresenta, tal como já seria de esperar, são os EUA, “com o índice S&P-500 perto do seu máximo histórico”.

As duas grandes divergências

Desta forma, para a entidade, 2015 inicia-se com duas evidências que condicionam as perspetivas para o novo ano: por um lado com “o principal mercado accionista mundial perto dos máximos” e, por outro, “a Zona Euro envolta em incertezas, incluindo políticas”. Ambos os fatores aliados ao “impacto potencial da queda das matérias-primas e da política norte-americana nas economias emergentes, marcarão a evolução dos mercados financeiros em 2015”. Apesar das divergências de ritmo que a entidade reporta, creem que o crescimento global deverá acelerar moderadamente.

Deflação: continua o receio

Ainda sobre a Zona Euro entendem que a maior preocupação é “a possibilidade da baixa taxa de inflação se transformar em deflação”, enquanto no Japão a autoridade monetária deverá “intensificar o seu programa de compra de obrigações governamentais e outros activos, incluindo Exchange traded-funds e unidades de participação em fundos de investimento imobiliários”.

Em termos de alocação de activos, e tendo em conta o cenário referido atrás, do Invest Gestão de Activos entendem que as ações deverão registar uma rendibilidade superior à das obrigações, num cenário de maior volatilidade.

Ações mais interessantes

Adiantam que “as avaliações das acções permanecem interessantes sobretudo quando comparadas com as das obrigações governamentais”. No segmento de dívida privada (crédito) identificam “um potencial reduzido para ganhos significativos, com os spreads de crédito a permanecerem historicamente baixos e, por conseguinte, vulneráveis a uma possível deterioração da conjuntura macroeconómica”. Por outro lado, considerando a correlação entre estas obrigações e as acções, acreditam que “o binómio risco-retorno é mais favorável para as acções”.

Ainda no âmbito das bolsas sublinham que “as acções Europeias deverão registar um desempenho superior às congéneres Norte-Americanas”. Explicam que “na Europa os prémios de risco encontram-se ainda acima da média dos últimos anos, ao contrário dos Estados-Unidos, onde tal não se verifica”. Sectorialmente a preferência recai nos sectores financeiros, da energia e da indústria.

Como “mote” para 2015 sublinham que “a diversificação e uma correcta alocaçãode activos é fundamental”. 

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