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"Insucesso do reflation trade, conflitos militares e terrorismo são as maiores ameaças para os mercados"


O survey da IM Gestão de Ativos “Outlook Mercados Q2”, traça um cenário sobre o que se passa do outro lado do Atlântico. Note-se que a amostra é a equipa de investimento e membros do comité de investimento da IMGA.

De acordo com o documento divulgado, “a maioria acredita que o Bund deverá manter-se pressionado entre 0,4% e 1%” até ao final do ano. Com 87,5% dos inquiridos a ter esta opinião e 12,5% a achar que a yield do bund deve ficar entre 0% e 0,4%, “o cenário de yields acima de 1% não é provável”. Também a expectativa para yield dos Treasuries é de subida moderada. 87,5% apostam numa variação positiva entre 2% e 3% e ninguém espera ver UST abaixo dos 2% até ao final do ano.

Desvalorização do dólar

Uma das questões levantadas no documento refere-se à evolução do cross EUR/USD até ao final do ano. E se no último survey os inquiridos tomaram um posicionamento neutro, desta vez 62,5% acreditam na desvalorização moderada do dólar até 1.14. Por oposição, 37,5% acreditam que a evolução da taxa de câmbio permanecerá inalterada entre 1.05 e 1.09.

Insucesso do reflation rate é uma das maiores ameças

Ainda no que diz respeito aos Estados Unidos, destaca-se a questão do risco. Quando questionados sobre os maiores riscos para os mercados mundiais em 2017, 50% dos inquiridos responderam o “falhanço do reflation trade em virtude da incapacidade da aprovação do plano fiscal dos EUA” e 25% a "Fed [subir] as “taxas de juro de forma demasiadamente agressiva”. Comparando com os resultados obtidos no inquérito do 1º quadrimestre, verifica-se então que as eleições francesas, bem como a Grécia, deixaram de ser uma preocupação. Além do risco vindo de terras de Trump, a banca italiana também se revela uma ameaça, com 25% a referir esta como um possível risco. “Conflitos militares e terrorismo” foi também uma das opções mais populares, com uma taxa de resposta de 50%.

O survey da IMGA conclui que “a ameaça das medidas protecionistas deixou de existir em função da adaptação do discurso de Trump, sendo substituída pelo eventual falhanço das medidas de expansão fiscal e do registo conflituoso do Presidente americano”.

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