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Inflação ameaça rendibilidade dos investimentos em Janeiro


A taxa de inflação, medida pelo IPCA, volta a prejudicar as várias modalidades de aplicações. Segundo estimativa do boletim Focus, do Banco Central, a inflação deverá ter-se situado em 0,85% no mês passado. Neste sentido, todos os fundos que obtiveram em 2012 um bom desempenho, começaram o ano em terreno negativo.

Apesar disso destacam-se pela positiva os fundos multimercados multiestratégia, com um rendimento médio de 0,12% até ao dia 28 de Janeiro, e os fundos multimercados juros e moedas, que obtiveram uma rendibilidade nominal de 0,45%, no mesmo período, de acordo com dados da ANBIMA.

Pela informação disponibilizada por esta associação, os melhores desempenhos, em Janeiro, teriam sido os fundos de obrigações com 0,72% e os fundos Referenciado DI com 0,61%. No entanto, com a actual projecção para o IPCA, os ganhos do primeiro mês de 2013 convertem-se em negativos, registando estes fundos perdas de 0,13% e 0,24%, respectivamente.

De igual modo, os fundos 'small caps', que se destacaram no ano passado com uma rendibilidade média de 20,56%, apresentaram, em Janeiro, um retorno real negativo de 0,51%, isto calculando o ganho nominal médio de 0,33% no mês que sofre uma perda considerável face ao IPCA do período. No global, a categoria de acções tem uma 'performance' ainda mais penalizada. Os fundos Ibovespa Activo tiveram uma perda média de 0,61%, até 28 de Janeiro, o que significa uma rendibilidade negativa de 1,45%, considerando a inflação. A categoria acções livre registou um ganho médio minimo de 0,07% no mesmo período. Descontado o IPCA, o retorno cai para -0,77%. Assim, as carteiras reflectem o desempenho negativo do índice Bovespa, que acumula perdas de 1,95% no mês, publicou o Valor Económico.

No que refere a 'commodities' e metais preciosos, o ouro, que beneficiou em 2012, apresentou a segunda maior perda nominal do início do ano com 2,28% negativos. Ficou atrás apenas do dólar, que no segmento comercial mercado teve uma queda de 2,59%. Os fundos cambiais acompanharam o desempenho da divisa, perdendo 1,91% no período.

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