Indústria de fundos imobiliários no Brasil apresenta um crescimento extraordinário


Os números são de um estudo da consultora Economatica e incluem apenas os fundos que tiveram pelo menos um negócio nos últimos doze meses, o que soma 98 fundos, de um total de 105 registados no mercado brasileiro. Além disso, no período, o número de fundos activos passou de 63 para os actuais 98, ou seja, um crescimento de 55,5%. O volume diário negociado em bolsa de quotas de fundos imobiliários passou de 3,35 milhões de reais em Janeiro de 2012 para 26,9 milhões de reais até ao dia 28 de Janeiro deste ano, o que significa um crescimento de mais de 700% em 12 meses, de acordo com esta consultora.

Em 2012, a procura pelos fundos imobiliários como alternativa de investimento num cenário de diminuição das taxas de juro foi elevada, em grande parte devido ao investimento em activos reais e à isenção de impostos de renda sobre os seus rendimentos. Entre os muitos lançamentos de fundos imobiliários, pelo menos três despertaram forte interesse dos investidores.

Em Novembro, a Caixa Económica Federal lançou o fundo Agências Caixa, que captou 405 milhões de reais durante o período de oferta pública primária. O preço das quotas desse fundo subiu 9% no dia de lançamento em bolsa

Em Dezembro, outras duas ofertas entraram no radar dos investidores e surpreenderam as expectativas. O fundo imobiliário Santander Agências atraiu, na sua oferta pública primária, 10.110 investidores, que levaram 2.500.485 quotas. O valor financeiro atingiu 401 milhões de reais. Na estreia em bolsa, as registou uma subida das quotas de 5%.

O Banco do Brasil, também, lançou um fundo desta categoria, o BB Progressivo, que atraiu 46.373 participantes e conseguiu 1,5 mil milhões no período de oferta. As quotas deste fundo dispararam, aquando da entrada em bolsa, fechando com uma valorização aproximada a 19%. Segundo a Economatica, este fundo concentra, actualmente, 30,8% do volume total negociado por todos os fundos imobiliários.

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