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Imobiliário português: volume transacionado em 2018 deverá ser acima dos 3.000 milhões de euros


O novo Marketbeat levado a cabo pela Cushman & Wakefield dá conta das perspetivas da consultora para 2018.  Segundo o comunicado revelado pela entidade, prevê-se que no fecho do ano se chegue a um volume de transações que poderá variar entre os 3.000 milhões de euros e os 3.500 milhões de euros. O maior dinamismo será protagonizado pelo sector de retalho que “captará a maior parcela de investimento”, enquanto que “os escritórios deverão também atrair um volume muito significativo de capital”.

Da consultora recordam que em 2017 a atividade de investimento “manteve-se extremamente dinâmica”, tendo sido atingido “um novo recorde em termos de volume, cerca de 2,1 mil milhões de euros de investimento, distribuídos por mais de 60 operações”. O destaque foi do capital estrangeiro, já que representou 67% do total das operações.

Em 2018 as previsões também são positivas a este nível, pois o volume de investimento nos meses de janeiro e fevereiro já está contabilizado em 800 milhões de euros. Este valor, explicam, “corresponde na sua quase totalidade a negócios de retalho nos quais se incluem: a compra por parte da Immochan do portfolio de centros comerciais da Blackstone (Forum Sintra, Sintra Retail Park e Forum Montijo) e a aposta da AXA Real Estate no maior centro comercial do país, Dolce Vita Tejo”.

Colocando em perspetiva 2017, a entidade destaca a performance dos sectores de retalho, turístico e ainda o residencial. O primeiro terminou o ano passado com cerca de “750 novos contratos de retalho no país, localizando-se a grande maioria na Grande Lisboa”, tendo sido o setor da restauração o mais ativo, representando 36% das novas aberturas. O sector turístico, por seu turno, manteve “a evolução positiva que se regista desde 2014”. Os proveitos de hotelaria, indicam, “cifraram-se nos 3,39 mil milhões de euros, traduzindo um impressionante aumento de 16,6%”. Por fim, destaque para o mercado residencial: a Cushman & Wakefield destaca o “a forte atividade que se tem vindo a registar desde 2013”, alimentada “por compradores estrangeiros que encontram em Portugal fundamentais para investir as suas poupanças, normalmente numa ótica de preservação de capital”.

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