"Há ainda oportunidades para se beneficiar da história de crescimento da China"


"À medida que continua a recuperação do crescimento na China, esta regista uma melhoria do PIB no quarto trimestre de 2012 ao crescer a uma taxa de 7,9%, em comparação com um mínimo dos últimos três anos fixado no terceiro trimestre, em 7,4%. Neste sentido e, segundo a opinião de Louisa Lo, gestor do fundos de acções chinesas na Schroders, ainda há oportunidades para os investidores se beneficiarem da história chinesa". Esta gestora acredita que os melhores dados sobre a indústria, vendas a retalho, valores relativos ao comércio e investimento em imobilizado demonstram que o país conseguiu evitar uma aterragem brusca da sua economia.

Num recente relatório que analisa as oportunidades oferecidas pela China aos investidores numa perspectiva longo prazo, Louisa Lo diz que essas importantes melhorias precederam o anúncio de crescimento do PIB. "O governo vai procurar a estabilidade através de uma série de reformas económicas e estruturais, assim como pela liberalização gradual das taxas de juro, fomentando, também, o investimento contínuo em grandes infra-estruturas. No entanto, não veremos políticas de estímulo massivas como em 2009, já que, neste momento, são consideradas, pelas autoridades, um erro devido aos problemas de inflação que poderiam implicar", indica.

"A China é, em grande medida, uma temática de crescimento a longo prazo. Como parte integrante do dinâmico atractivo da Ásia, a segunda maior economia do mundo ainda tem potencial que só se materializará nas próximas décadas; portanto, não é tarde demais para se beneficiar do seu sucesso", afirma a gestora. Num mercado tão diverso como o chinês, Louisa Lo acredita que a selecção de acções torna-se ainda mais imprescindível. "Nem todos os sectores oferecem o mesmo retorno e crescimento de lucros da pujante economia chinesa. A nossa abordagem 'bottom-up' concentra-se em aproveitar as mudanças de longo prazo que estão a tomar forma na China e expor-nos a empresas que muito provavelmente sairão beneficiadas por estas mudanças".

Entre estas tendências, a gestora  cita três factores que, na sua opinião, serão o principal motor de crescimento económico do país nesta década. "O aumento da urbanização, como resultado do êxodo rural, os investimentos massivos em infra-estruturas e aumento do consumo doméstico serão o principal motor do crescimento económico do país." Em relação a este último ponto, Louisa Lo acredita que um maior consumo será sustentado no aumento dos salários. Na sua opinião, "as empresas com equipas de gestão profissionais e balanços sólidos oferecem melhores perspectivas de rendibilidade a longo prazo."

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