H2O vende um pacote de ativos ilíquidos a Lars Windhorst


A H2O chegou a um acordo com o empresário alemão Lars Windhorst para que este lhes compre um pacote de ativos ilíquidos de obrigações e ações, segundo informa o Financial Times. A afiliada da Natixis IM sofreu há pouco menos de um ano uma crise de confiança com os seus investidores perante o receio do risco de iliquidez de algumas posições dos seus fundos. Precisamente grande parte desses ativos ilíquidos estão relacionados com negócios de Windhorst. Não obstante, esses receios de iliquidez nunca chegaram a materializar-se e a gestora atendeu com normalidade todas as petições de reembolsos dos clientes.

Segundo publica o meio de comunicação, a H2O assinou no fim de abril um acordo com um novo veículo de investimento de Windhorst, que se comprometeu a adquirir as obrigações e ações ligadas aos seus negócios, principalmente com o Tennor Group, com um desconto sobre o valor facial. Os registos de veículos de investimento no Luxemburgo mostram como uma holding previamente utilizada pelo empresário apresentou no mês passado uma nova estrutura, a Evergreen Funding. Segundo uma fonte do FT, este é o veículo que vai adquirir os ativos.

A pressão está principalmente nos dois veículos da H2O, o Multistrategies e o Allegro, nenhum disponível para venda na Península Ibérica. No passado mês de fevereiro a consultora KPMG alertou que a empresa quebrou algumas normas de fundos open-ended ao realizar uma série de grandes operações em obrigações ilíquidas (hard-to-sell) através de uma pequena empresa de brokerage ligada a Windhorst. E, no mês passado, a Mornignstar baixou o rating do Allegro para Negativo, o escalão mais baixo, perante dúvidas sobre a sua gestão de risco.

A H2O chegou a ver 8.000 milhões de saídas líquidas nos seus fundos no verão passado quando uma investigação do FT revelou a escala da exposição a obrigações relacionadas com negócios de Windhorst, um conhecido empresário alemão com problemas legais recentes. A empresa voltou a sofrer pressões nestas últimas semanas ao comunicar que o seu fundo-bandeira e outras estratégias perderam até 50% do seu valor durante a correção dos mercados em março.

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