H20 (Natixis IM) pede desculpas aos investidores pelas significativas perdas nos fundos


A extrema correção dos mercados começa a criar as primeiras brechas. Numa carta aos clientes, a gestora H20 (filiada da Natixis IM) pediu desculpa aos seus investidores pelas significativas perdas da última semana. Segundo publicaram vários meios internacionais como a Bloomberg ou o Financial Times, várias estratégias da boutique registaram fortes quedas diárias na semana passada, na ordem dos dois dígitos, inclusive 30% numa única sessão. Face a isso, a gestora afirma que os ativos líquidos dos fundos se mostraram mais estáveis do que em 2019, quando a entidade se viu envolta numa crise de confiança.
Se 2008 foi uma crise de liquidez, 2011 de volatilidade e 2016 de convexidade, 2020 está a ser uma combinação dos três choques”, afirmam na carta, disponível na sua página web. Isto fez com que a sua gestão de risco se tenha tornado mais difícil perante os repetidos vaivéns do mercado. “Nenhum modelo pode prever e gerir choques tão repetitivos e a nossa análise qualitativa prévia à crise não antecipou este resultado. As nossas coberturas não funcionaram como o esperado, especialmente nas divisas”, explica.
Segundo justificam no comunicado, a convexidade do mercado está a impactar severamente os fundos. Ou seja, movimentos muito acelerados tanto nas quedas como nas subidas. “A diferença entre as nossas posições longas de risco (ativos volatéis e subvalorizados) e os nossos curtos risk off (ativos menos voláteis e sobrevalorizados) aumentou”, contam. No conjunto das obrigações globais, a queda está mais ou menos repartida por igual entre as obrigações soberanas e as moedas.
Agora a gestora centra-se em dois objetivos. Primeiro e mais importante, reduzir os riscos. É o que fizeram depois da queda nos ativos líquidos do fundo e o aumento da volatilidade e correlação das suas posições. Segundo manter a capacidade de recuperação dos fundos o mais ampla possível. “É importante recordar que as correlações se normalizam antes dos preços dos ativos começarem a valorizar-se, o que será crítico para a recuperação das nossas estratégias de valor relativo quando a crise atual se dissipar”, insistem.

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