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Guerra comercial e baixa performance entre os motivos que estão por trás dos resgates de setembro


Com um mês bastante agitado no panorama internacional, os profissionais do Banco Carregosa, ActivoBank e Banco Best revelam as opções dos seus clientes no que diz respeito a resgates e analisam os motivos que levaram os seus clientes a sair de determinadas estratégias em setembro.

Como já havia referido Tiago Gaspar, responsável pela análise e seleção de fundos do Banco Carregosa, reforça que “o mês de setembro foi positivo com mais subscrições do que resgates”. O profissional explica que o contexto de mercado tem levado os investidores a reduzirem exposição a ações dos dois lados do Atlântico, num mês em que apenas oito fundos comercializados pela entidade sofreram resgates.

Do lado dos clientes do ActivoBank, os resgates abrangeram vários tipos de fundos. Bruno Pinhão, gestor de Produto - Investimentos da entidade, conta que os investidores optaram por dar ordem de resgate a fundos com exposição a mercados asiáticos, ao sector tecnológico e a high yield global e europeia.

Para o profissional, a prolongada Guerra Comercial poderá ser um dos principais motivos para os investidores realizarem mais-valias em fundos expostos à Ásia e a Tecnologia. Já a tentativa de impeachment a Trump “terá motivado a retirada de fundos expostos a pequenas e médias empresas norte-americanas, as que mais beneficiam com as políticas do atual Governo”.

No mês de setembro, Rui Castro Pacheco, diretor adjunto de Investimentos do Banco Best, ressalta apenas os resgates num fundo multiativos. “Dado vermos também os fundos multiativos a serem dos mais procurados, pensamos que estes resgates têm a ver com o facto de este fundo ter uma performance nos últimos anos um pouco abaixo dos seus pares e os nossos clientes vão efetuando alguma rotação nas suas carteiras”, revela o especialista.

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