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Great White… take 2!


Sinceramente, acho que não há como não gostar deste Mazda CX-5!

Há pouco mais de 1 ano, ensaiamos a versão topo de gama 4WD com 175cv (veja aqui o vídeo) e já na altura, foi-nos difícil encontrar defeitos que pudessem manchar as suas inúmeras qualidades.

Desta feita, tocou-nos a versão 2.2D com 150cv e caixa automática de 6 velocidades, associada a tracção dianteira.

Para 2015, o CX-5 foi alvo de diversas melhorias e, com um nível de equipamento ‘Evolve HS’, apresenta um preço de 41.000€ o qual, alinha por baixo com a concorrência. Pena é que o mercado tenha uma interpretação bem diferente da nossa no que toca à qualidade deste produto, penalizando-o mais tarde por uma maior desvalorização no mercado de 2ª mão.

Desde o início da sua comercialização, a sua aparência exterior sempre foi um dos pontos fortes, fugindo da imagem típica do SUV ‘pesado’ e conseguindo transmitir um ar de grande dinamismo. Neste ‘facelift’, essas qualidades foram beneficiadas com uma nova frente de desenho mais marcante e sólido, destacando-se novas ópticas com iluminação ‘full LED’. Apresenta também novas cores e jantes de 19 polegadas (opcionais) em dois tons.

No interior, o tratamento foi ainda mais extenso. A qualidade dos materiais é agora superior e, quer ao nível do toque, quer em termos de sofisticação, a melhoria a bordo do CX-5, é notória. Muito se agradece a introdução de um travão de estacionamento elétrico, libertando espaço na consola, e que lhe confere um ar mais limpo e moderno. No ensaio anterior, havia criticado a panóplia de tons diferentes na iluminação de alguns mostradores, ecrã e comandos interiores. Pelos vistos, a mensagem deve ter chegado ao Japão e a tonalidade é agora uniforme. Nota muito positiva para a definição de imagem do ecrã central, bem como para a fluidez de funcionamento do sistema de navegação.

As cotas de espaço interior mantiveram-se inalteradas, transportando 5 adultos em generoso conforto e oferecendo 500 litros de bagageira, que apesar de funcional, oferece um plano de carga elevado.

Mas a melhor parte é mesmo a condução deste SUV! Ou diria antes ‘deste carro’? É que é isso mesmo que sinto ao volante deste CX-5! E não fosse uma posição de condução que ainda peca por ser um pouco ‘encavalitada’ demais para o meu gosto, não haveria margem para qualquer dúvida.

O motor Skyactiv-D 2.2, aqui com 150cv às 4.500rpm e um binário de 380Nm constante entre as 1.800-2.600rpm, apresenta várias características singulares, entre elas; a taxa de compressão mais baixa do mundo para um motor diesel (14:1), uma voracidade incomum por rotações altas (faz mais de 5.000rpm), uma suavidade ímpar e um nível de performance que me levanta sérias dúvidas quanto aos valores de potência anunciados.

A caixa de 6 velocidades automática, convencional, tem um funcionamento bastante suave sem, no entanto, deixar de ser rápida, permitindo que não ocorram interrupções na força com que somos impelidos para a frente. O generoso binário garante recuperações céleres, mesmo sem necessidade de recorrer ao ‘kickdown’.

A Mazda consegue obter com o CX-5, um compromisso difícil de igualar entre o conforto de rolamento e uma quase ausência de adornar da carroçaria. Por um lado, é ideal a forma como é possível enfrentar percursos com mau piso em generosas doses de conforto, sem que se registem qualquer espécie de ruídos interiores (para o que também contribuem as jantes mais pequenas de 17 polegadas com pneus 225/65).

Por outro, e se for essa a disposição, podemos imprimir ritmos fortes mesmo em estradas sinuosas, utilizando a vertente manual da caixa de velocidades automática (empurra-se para reduzir e puxa-se para subir) e confiando no poderoso sistema de travagem, que se mostrou à altura do ‘tratamento’ a que foi sujeito.

Tendo em conta que; estamos perante um veículo que se aproxima dos 1.500kg, com uma superfície frontal elevada, equipa com um bloco de 2.2 litros aliado a uma caixa automática e mostra um inesgotável apetite por aflorar a zona vermelha do conta-rotações, sou da opinião que ninguém estará à espera de milagres no que toca aos consumos, portanto, e sem mais demoras… 9.3ltrs/100! Foi a média que realizei ao volante deste desport… ai perdão, SUV!

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