GFM Capital: o OIC em forma societária que entra no panorama nacional


Maio foi um mês de novidades no que toca à lista de sociedades gestoras de FIM que constam das estatísticas da APFIPP, mas também da CMVM.

Embora num formato diferente das restantes entidades, a GFM Capital – SICAF Investimento Alternativo Flexível, é o nome que passou desde o quinto mês do ano a constar nas estatísticas da Associação de fundos nacional. Trata-se de um Organismo de Investimento Coletivo, sob a forma societária, tal como os próprios relatam no seu site, e os números da APFIPP atribuem-lhe no mês de junho 4,8 milhões de euros de ativos sob gestão.

No site do Grupo Ferreira Martins, que dá o nome ao próprio veículo, é explicado que este é um grupo que remonta ao ano de 1974, com ligações à serração de madeiras em Porto D’Ave, concelho da Póvoa de Lanhoso e distrito de Braga. Ora com a constituição da GFM Capital, o objetivo passa agora por “alcançar, numa perspectiva de longo prazo, uma valorização crescente do capital e a obtenção de um rendimento contínuo e estável, através da constituição e gestão de uma carteira de valores, predominantemente mobiliários, baseada em critérios de prudência, seletividade, segurança, rentabilidade e, acima de tudo, liquidez dos ativos, de forma a acautelar e valorizar os interesses dos acionistas”.

Também na forma como encaram a orientação estratégica dos investimentos o grupo acaba por dar mais detalhes na sua página online. A GFM capital, dizem, irá “alicerçar a orientação estratégica dos investimentos nos princípios e valores da filosofia de investimento conhecida como “Investimento em Valor”.

A intenção do grupo nas lides do investimento, adiantam também, é privilegiar “o investimento em ativos que produzam rendimento, nomeadamente ações de grandes marcas mundiais, denominadas blue chips, compradas a desconto do seu valor justo e cujos dividendos são, idealmente, superiores a produtos de taxa fixa, como as obrigações”. Na escolha das ações a investir o grupo acrescenta ainda mais um critério. Serão preferidas as empresas “com histórias longas, geridas de forma conservadora, com balanços fortes, que vendam os seus produtos nos quatro cantos do mundo, em diversas geografias e moedas e com grandes vantagens competitivas em relação às demais”.

Incursão noutros fundos

Embora geridos por outra entidade gestora – a Atlantic – o grupo de Braga tem outras incursões no campo dos investimentos, com dois fundos imobiliários fechados: o GFM Rendimento e o GFM Património.

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