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“Gestora seguirá estratégia de inovação e reforço da oferta com lançamento de novos produtos”


O director de Gestão de Investimentos considera que estes tenderão a olhar para os fundos de investimento como alternativa para aumentar a rendibilidade das suas aplicações e sublinha que um enquadramento fiscal mais favorável e a melhoria da literacia financeira ajudariam a dinamizar a indústria.

Quais as perspectivas para a indústria em 2013?

A nível dos mercados financeiros, o ano de 2012 terminou com níveis de taxas de juro de curto e longo prazo excecionalmente baixas, ‘spreads’ de crédito já bastante reduzidos mas ainda com espaço para alguma compressão e valorizações relativas atrativas nas ações. As perspetivas para 2013 apontam para um contexto de ritmo modesto de crescimento económico global, muito assente nas economias emergentes, em particular da Ásia. Os processos de desalavancagem dos agentes económicos nos EUA e Europa continuarão a condicionar a conjuntura, sendo que os riscos na Europa se afiguram mais contidos do que o que se admitiu em 2012. Em Portugal, embora os grupos financeiros nacionais continuem a ser pressionados pela necessidade de desalavancagem de crédito dos seus balanços e de cumprimento do rácio em 120% de crédito / depósitos até 2014, o que se repercutirá em algum desinteresse na colocação ativa de fundos de investimento mobiliário, os clientes investidores tenderão a percecionar cada vez mais estas alternativas como uma das formas de melhorarem a rendibilidade das suas aplicações face aos produtos bancários tradicionais.

Quais os focos da gestora para este ano, nomeadamente políticas de investimentos, e objectivos, em termos de expansão e evolução do valor dos ativos sob gestão?

A política de investimentos atual resulta das expetativas com que iniciamos este novo ano quanto aos mercados. Espera-se fracos ganhos em dívida pública, com exceção da periferia da Europa que ainda apresenta espaço para ganhos em preço. A dívida empresarial deverá manter-se atrativa, embora com maior volatilidade. O segmento ‘high yield’ e as ações, dispondo de maior espaço relativo para compressão de ‘spreads’ e de valorizações ainda atrativas, tenderão a beneficiar desta conjuntura. Neste contexto, considera-se que o tema de fundo em 2013 seja a procura de taxas de retorno mais interessantes por parte dos investidores, que se traduzirá, no que respeita à realocação das carteiras, na deslocação para ativos de maior risco. A Millennium Gestão de Activos tem como objetivos de negócio crescer em termos do volume de ativos sob gestão e consolidar a performance dos fundos Millennium, refletida nos bons desempenhos esperados. Sendo expectável que os clientes procurem melhorar a rendibilidade das suas aplicações através da diversificação das suas carteiras, embora mantenham um posicionamento muito conservador, a Millennium Gestão de Activos continuará a adotar um posicionamento de complementaridade face às propostas de produtos bancários, reforçando o enfoque comercial com a apresentação de soluções de investimento que constituam alternativas interessantes de diversificação do património e que melhor se adequem aos diferentes perfis de risco dos nossos clientes, tomando em consideração as suas necessidades financeiras, horizontes temporais de investimento e necessidades de liquidez. Em termos de atuação, a sociedade gestora seguirá uma estratégia de inovação e reforço da atual oferta, com o lançamento de novos produtos, de que destacamos: i) produtos de gestão dinâmica, em particular  vocacionados para o segmento Prestige, ii) fundos de taxa de juro variável, em que a rendibilidade será alcançável através de um estreitamento dos spreads de crédito e iii) fundos de tesouraria como uma alternativa de gestão de liquidez mais eficiente. Em complemento, tendo presente a importância da criação de valor para os investidores em fundos Millennium, manterá o enfoque na melhoria da eficiência da estrutura da organização.

Indique uma ou duas ideias que contribuiriam para dinamizar o mercado de fundos em Portugal...

Parece-nos que o mercado de fundos mobiliários em Portugal beneficiaria certamente com um enquadramento fiscal mais favorável que o atual, bem como com a melhoria da literacia financeira e o reforço das capacidades de aconselhamento financeiro das instituições que atuam no mercado de uma forma geral.

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