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Gestor da Capital Group demitiu-se após uma investigação por investimentos pessoais indevidos


Mark Denning, gestor importante da Capital Group, demitiu-se da gestora americana após uma investigação da BBC revelar que realizou investimentos pessoais que violavam o código ético da indústria. Segundo o meio britânico, o gestor terá investido, em segredo, em empresas nas quais também participavam fundos que geria para a Capital Group. Este tipo de ações não são permitidas na indústria o que representa um conflito de interesses grave ao poder gerar um lucro pessoal para o gestor às custas dos seus investidores.

O documentário intitulado “Can You Trust the Billion Pound Investors”, que foi emitido na passada segunda-feira à noite, revela que Denning comprou, a título pessoal, ações de três empresas presentes em carteiras que geria para clientes da Capital Group.

“Enquanto investigamos tomámos as medidas necessárias de imediato”, assegura a gestora num comunicado oficial. “Temos um Código Ético e requerimentos de divulgação de investimentos pessoais que eleva os nossos trabalhadores aos padrões máximos de conduta”.

A gestora comunicou no passado mês de setembro a saída do gestor, mas sem dar detalhes do motivo. O relevo nos seus fundos aconteceu de forma natural já que a Capital Group opera com uma estrutura multigestor e sem dependência de um gestor estrela. No caso do Capital Group European Growth and Income Fund (LUX), fundo com selo Funds People pela sua classificaçãoo Blockbuster, Michael Cohen juntou-se à equipa gestora restante – Caroline Randall e David Riley – após a saída de Denning.

Segundo publicam vários meio britânicos, a BBC revela que Denning comprou essas ações através de um fundo secreto domiciliado no Liechtenstein, o Morebath Fund Global Opportunities. As entidades são uma empresa de análises médicas, a Mesoblast, uma produtora de filmes indiana, a Eros Interntional, e uma mineira de ouro britânica, a Hummingbird Resources. As três estavam presentes em fundos que geria na Capital Group.

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