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Gestão tipo multi gestor distingue fundos de fundos do Barclays dos seus pares


Francisco Oliveira, gestor do Barclays, explica que às capacidades e à experiência que o Wealth and Investment Management detém na gestão do tipo Multi Gestor sustentam a nossa convicção de que os fundos multi classe de activos do Barclays.

- Qual é o processo de investimento?

O Barclays Global Conservador, bem como os restantes fundos de fundos, seguem o processo de investimento delineado pela divisão de gestão de activos do Barclays, o Wealth and Investment Management, localizada em Londres, adaptando depois o investimento à especificidade e politica de investimento local. Tendo por base a capitalização histórica dos mercados de capitais é estipulado um benchmark inicial para cada classe de activos. Posteriormente, os membros do Comité de Investimento do Wealth and Investment Management  expressam a sua visão qualitativa baseada no research de mercado. Finalmente é estipulada a alocação de activos táctica, que resulta numa maior ou menor concentração de posições sobre cada classe de activos (quando comparado com a alocação do benchmark inicial). Os veículos utilizados são fundos de investimento, actualmente com exposição maioritária ao universo Barclays Global Access Funds. Para além da utilização de fundos do universo Barclays, são utilizados fundos de entidades terceiras e ETFs sobre os diversos índices de acções e obrigações, que permitem maior flexibilidade na gestão do fundo, nomeadamente para implementação de alterações tácticas à alocação estratégica de activos.

- E o universo de investimento?

Sendo um fundo global tem como universo de investimento as diversas economias do globo (Zona Euro e Não Euro, EUA, Japão e Países da Ásia-Pacífico), incidindo nas que poderão proporcionar a melhor rentabilidade tendo por base o binómio risco/retorno. Em termos de classes de risco, o fundo investe em Fundos de Tesouraria ou de activos de curto prazo (até um limite de 60% do VLF), Fundos de Obrigações (até 85% VLF) e Fundos de Acções (até 30% do VLF) . Os fundos utilizados são escolhidos de entre fundos do próprio grupo Barclays ou de entidades terceiras.

- Como escolhem os activos nos quais pretendem investir?

A selecção é realizada de acordo com critérios definidos pelo Wealth and Investment Management, através da monitorização das entidades e gestores que melhor retorno poderão proporcionar, de acordo com a estratégia de gestão definida para o Fundo de Fundos Barclays Global Conservador em determinado momento. No caso dos fundos do Barclays Global Access Funds são seleccionados os melhores gestores para cada classe de risco de acordo com diversas variáveis e estratégias de gestão, através da aplicação da capacidade e experiência que o Wealth and Investment Management tem em seleccionar e monitorizar a performance dos mesmos, possibilitando assim o acesso às melhores praticas de gestão e retorno, nas diversas classes de risco e para as diversas zonas geograficas. Consequentemente, essa experiência e capacidade de selecção é “adquirida” através da selecção do fundo a incluir na alocação táctica a aplicar no fundo de fundos.  

- Qual é o tipo de abordagem feito: bottom-up , top-down ou uma mistura?

A abordagem é maioritariamente top-down já que a alocação táctica a aplicar tem por base a conjuntura económica em determinado período e as perspectivas de retorno nessa conjuntura, passando depois para a selecção dos fundos que melhor poderão corresponder em termos de performance ás perspectivas de mercado.

- Qual é o património e composição da carteira do fundo? Quanto tem exposto a taxa fixa, acções, cash? É preferível ter taxa fixa ou variável europeia?

O património do fundo é actualmente de 12,3 milhões de euros e detém cerca de 19% em fundos de acções , 64% em fundos de obrigações e o remanescente em fundos de Tesouraria e liquidez. A exposição a taxa fixa ou variável depende da conjuntura e momento de mercado.

- Qual é a rotação da carteira?

Sendo um fundo de fundos conservador a rotação da carteira é baixa fazendo movimentos de alocação táctica apenas quando se alteram as perspectivas de retorno para cada classe de risco.

- Quais são as vossas expectativas de rendibilidade para os próximos doze meses?

A 12 meses perspectiva-se uma melhoria das condições actuais de mercado, no entanto muito vai depender da rapidez e eficácia de intervenção e aplicação de medidas de austeridade nos países periféricos europeus e da capacidade de estimulo económico e sustentação do crescimento para blocos económicos como o EUA e China. Assim, a volatilidade e incerteza poder-se-ão manter no curto prazo e condicionar a rentabilidade a 12 meses, pelo que o Fundo Barclays Global Conservador continuará a realizar a sua estratégia de gestão de forma a retirar a melhor rentabilidade no período em questão. Nota  para que, em qualquer caso, o potencial participante deverá ter em conta o nível de risco do produto e garantir que é adequado ao seu perfil de risco.

- Quais podem ser as vantagens deste fundo em relação aos da concorrência e simultaneamente os pontos considerados mais fortes para este prémio?

A alocação de activos dinâmica que caracteriza o fundo e a forma como o Wealth and Investment Management gere todos os seus produtos multi classe de activos é uma das grandes vantagens do fundo. O ano passado a maior exposição a mercados desenvolvidos, nomeadamente ao mercado dos EUA na componente accionista, e a exposição global a high grade, high yield e a divida de curto prazo, na componente obrigacionista, contribuíram em grande parte para o resultado obtido. Para além disso, os fundos de fundos do Barclays têm desde logo uma característica que os distingue dos seus pares da indústria e que passa por utilizarem uma gestão multi gestor através de mandatos, o que permite o acesso a gestores que de outra forma não estariam disponíveis para investimento. A selecção dos gestores que utilizamos para os fundos de investimento baseia-se em sofisticadas técnicas de análise quantitativa e num processo qualitativo que valida o processo de investimento e a infraestrutura operacional do gestor. Estas características aliadas às capacidades e à experiência que o Wealth and Investment Management detém na gestão do tipo Multi Gestor sustentam a nossa convicção de que os fundos multi classe de activos do Barclays são alternativas de investimento credíveis e válidas para qualquer investidor

- Qual a sua percepção quanto aos mercados periféricos?

Relativamente aos mercados periféricos, alguns estão no caminho da estabilização através das medidas de austeridade implementadas e através da própria intervenção dos órgãos supranacionais e da UE. Outros estão ainda a introduzir essas medidas de estabilização económica e politicas de austeridade, pelo que nestes a volatilidade e incerteza será superior, espelhada pelo incremento dos prémios de risco de cada país.

- Quanto investe em periféricos?

O fundo não detém exposição directa a mercados periféricos. A exposição maioritária é a mercados desenvolvidos na componente accionista e Global na componente Obrigacionista. A exposição a periféricos poderá existir, mas via indirecta, por investimento a alguns fundos utilizados na alocação a fundos de obrigações, e ponderada à exposição detida pelo fundo subjacente, havendo assim uma diluição dessa exposição.

- Qual é a sua visão do sector financeiro europeu? Tem exposição a bancos? De que tipo?

O sector financeiro atravessa uma fase de reestruturação e reforço das necessidades de capital, mas em diferente escala e amplitude já que estas necessidades variam claramente de instituição para instituição. Assim, o sector tem sido e continuará a ser um dos principais focus de análise e acompanhamento nos próximos trimestres, pela intervenção e envolvimento que tem em qualquer sistema financeiro do mundo. O fundo não detém exposição directa a bancos e a exposição indirecta que detém é maioritariamente através de covered bonds , conforme descrito na questão anterior. Adicionalmente e em termos de exposição sectorial, o posicionamento continua a ser defensivo, com uma sub-ponderação ao sector.

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