Gestão de patrimónios: valor sob gestão recou no mês de maio


O mês de maio parece ter sido negativo para grande parte dos segmentos da gestão de ativos nacional. À semelhança do que se verificou com os segmentos de fundos de investimento mobiliário e imobiliário, também o segmento de gestão de patrimónios - de entidades associadas da APFIPP - registou uma redução do valor das carteiras sob gestão. No final do mês, este montante era de 57.944,3 milhões de euros, o que representa uma queda de 0,5% face ao mês de abril. Não obstante, o panorama desde o início do ano e a 12 meses parece mais sorridente. Verifica-se, assim, um crescimento nos ativos sob gestão de 1,3% desde o início de 2018, e um aumento de 5,1% desde maio de 2017. De realçar que este valor foi impulsionado pela agregação do património do Bankinter na unidade de gestão de ativos, no valor de mais de 500 milhões de euros. 

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Fonte: APFIPP, maio de 2018

Apenas uma entidade com variação positiva em maio

Quanto à ordenação das entidades que desempenham a atividade de gestão discricionária, a Caixagest mantém-se enquanto sociedade gestora com maior volume de ativos sob gestão, com 22.493,4 milhões de euros – o que corresponde a uma quota de mercado de 38,8%. Segue-se a BMO GAM, com uma quota de mercado de 25%, resultante de um volume de ativos sob gestão superior a 14 mil milhões de euros. O terceiro lugar, por sua vez, continua a cargo da BPI Gestão de Activos, que apresenta um volume de ativos sob gestão de 7.017,9 milhões de euros e, como tal, uma quota de mercado de 12,1%.

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Fonte: APFIPP, maio de 2018

No mês em questão, a Bankinter Gestão de Ativos foi a única entidade que apresentou uma variação mensal positiva, pertencendo-lhe, assim, o maior crescimento tanto em termos percentuais, com 0,7%, como em termos absolutos, com 3,4 milhões de euros.

Por outro lado, olhando para a evolução dos montantes sob gestão das diversas entidades desde o início do ano, a Dunas Capital é aquela que maior aumento percentual alcançou, com 33,3% - o que corresponde a um aumento de 4,2 milhões de euros. Já em termos absolutos, o crescimento mais acentuado pertence à Caixagest, com 679 milhões de euros (mais 3,1%) no período em questão.

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