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Gestão de patrimónios: peso dos fundos de investimento cresce em 2017


De acordo com os dados apresentados pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património, o montante total gerido pelas sociedades gestoras de patrimónios associadas APFIPP ultrapassou os 57 mil milhões de euros no final de 2017. Olhando para as diferentes rubricas que compõem as suas carteiras, verificou-se um aumento do valor das rubricas de dívida pública, obrigações e fundos de investimento mobiliário, enquanto que as rubricas de ações e outros registaram uma queda. A queda da preponderância da rubrica outros foi mais acentuada (caiu 5,12%), em grande parte devido à redução da subcategoria liquidez e outros ativos, com uma diminuição de 4,96%.

Preferência por dívida pública

No que diz respeito à alocação de ativos, o peso das rubricas de ações e obrigações nas carteiras das sociedades gestoras de patrimónios associadas APFIPP sofreu uma queda durante o ano. Esta queda foi mais significativa no caso da primeira, que diminuiu 0,69%, enquanto que na segunda foi de 0,30%. De facto, registou-se uma maior preferência por dívida pública, que terminou no sentido oposto, uma vez que o seu peso nas carteiras cresceu 3,53% no período em questão.

Se analisarmos de forma mais aprofundada, verificamos que as ações europeias foram a única categoria da rubrica na qual estão inseridas cujo investimento não caiu, tendo, inclusivamente, aumentado. Por outro lado, quanto à rubrica de dívida pública, existiu uma maior propensão para a dívida pública em euros em detrimento da dívida pública em dólares. Curiosamente, no caso da rubrica obrigações foi o inverso, tendo-se registado um aumento do investimento em obrigações denominadas em dólares e uma diminuição do investimento de obrigações denominadas em euros.

Peso dos fundos de investimento mobiliários cresce

A categoria de fundos de investimento mobiliários viu a sua importância reforçada durante 2017, tendo-se registado um aumento da sua preponderância de 2,66%. Com um valor total de 6.963,7 milhões de euros, esta representa mais de 12% do total – que contrasta com os 9,51% registados no final de 2016. No que diz respeito à evolução das subcategorias que a compõem, os fundos de investimento estrangeiros – tanto de ações como de obrigações – foram aquela que mais contribuíram para esse aumento, tendo crescido 1,74% e 1,34%, respetivamente.

Evolução das aplicações das S.G.P em 2017

Captura_de_ecra__2018-02-23__a_s_12

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Fonte: APFIPP, dezembro de 2017

Moedas e mercados de investimento

O aumento do peso do dólar americano nas aplicações das sociedades gestoras de património associadas APFIPP parece confirmar, precisamente, a dinâmica que se verificou nas categoria de obrigações. De facto, o seu peso cresceu 2,80%, enquanto que o peso do euro caiu 2,58%.

Já no panorama dos mercados de investimento, embora Portugal continue a ser o principal destino no que diz respeito ao investimento em valores mobiliários, a sua importância caiu 2%. Já os mercados italiano (2,24%), espanhol (1,48%) e norte-americano (1,10%) foram aqueles que maior aumento registaram.

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Fonte: APFIPP, dezembro de 2017

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