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Gestão de patrimónios: cenário em outubro de 2017


Ao analisar o panorama da gestão de património durante o mês de outubro, através da informação fornecida pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), é possível compreender que a composição do total das carteiras geridas foi marcada por uma quebra ao nível da alocação a liquidez. Durante o período em análise, a categoria “Liquidez + Outros” cifrou-se em 5,59 mil milhões de euros, o que corresponde a uma preponderância de 9,7% nas carteiras, enquanto em setembro tinha obtido valores superiores: 5,69 mil milhões de euros e 10,02% de exposição. Em contrapartida, os fundos de investimento mobiliário foram os que ganharam mais preponderância em outubro, com um aumento de 0,2% face a setembro.

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Fonte: APFIPP, outubro de 2017

No entanto, se olharmos para o panorama desde o início do ano, a dívida pública foi a classe de ativos que mais cresceu, ao passar de 42,7% para 44,8% de exposição, mantendo-se em outubro como a classe de ativos com maior peso na carteira da gestão de patrimónios. Em termos globais, o valor das carteiras sob gestão discricionária cresceu 1,2% face a setembro, tendo atingido os 57 474,7 milhões de euros em outubro. Cresceram também os montantes geridos desde o início do ano (2,6%) e nos últimos 12 meses (1,7%). Estes valores dizem respeito a todos os tipos de clientes, cujo montante sob gestão cresceu, nomeadamente dos fundos de pensões, que cresceu 141,4 milhões de euros face a setembro, e dos fundos de investimento, com um aumento de 26,3 milhões de euros no mesmo período.

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Fonte: APFIPP, outubro de 2017

No que respeita às sociedades gestoras, a Caixagest e a BMO GAM mantêm-se nas duas primeiras posições em termos de quota de mercado (38,5% e 25,6%, respetivamente), tal como já acontecia no início do ano, enquanto a BPI Gestão de Activos (12,3%) ficou na terceira posição, em dezembro ocupada pela GNB Gestão de Ativos, que agora se encontra em quarto lugar (10%).  A que mais cresceu, em outubro, em termos percentuais, foi a Santander Asset Management com 1,9% (80,4 milhões de euros), enquanto a que registou o maior crescimento, em valores absolutos, foi a Caixagest com 321,9 milhões de euros (1,5%). Já analisando o cenário desde dezembro de 2016, verifica-se que a sociedade gestora que regista o maior aumento percentual dos ativos geridos é a Dunas Capital - Gestão de Activos, com 46,1% (3,7 milhões de euros), enquanto o maior crescimento em valores absolutos é o da BMO GAM com 1 707,1 milhões de euros (13,1%).

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Fonte: APFIPP, outubro de 2017

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