George Gatch (J.P. Morgan AM): “As gestoras que investirem em tecnologia hoje serão as que vão liderar a indústria amanhã”


“As ações audazes que sejam adotadas hoje vão dar forma aos resultados da indústria na próxima década”. É o que pensa George Gatch, CEO da J.P. Morgan Asset Management, que se mostra convencido de que o setor está hoje numa posição excelente para revestir os pilares do crescimento futuro. Porque, de acordo com as suas perspetivas, o setor vai continuar a aumentar o património gerido nos próximos anos, até alcançar em 2025 os 115 biliões de dólares a nível global, assim como as suas receitas, que vão alcançar os 360.000 milhões dentro de cinco anos.

Para ter sucesso no momento de aproveitar esse crescimento, essas ações audazes às quais se referia o máximo responsável da gestora americana na abertura do International Media Summit, que este ano a empresa celebrou de forma virtual, devem estar centradas no que para ele são as suas quatro grandes convicções: “soluções de gestão alternativa, sustentabilidade, expansão nos mercados emergentes (sobretudo na China, a indústria está a crescer a um ritmo muito mais rápido que o resto) e o serviço ao cliente”, enumera. Não obstante, a mudança mais importante que experimentará o setor vem do lado da tecnologia.

“A tecnologia vai transformar a indústria da gestão de ativos. As entidades que investirem em tecnologia hoje serão as que vão liderar o setor no futuro. Vai ser o grande aspeto diferenciador do nosso negócio. Este ano na J.P. Morgan AM investimos 400 milhões em tecnologia. Tudo o que está relacionado com a aprendizagem automatizada e big data terá uma maior relevância. Trata-se de outorgar aos nossos gestores as ferramentas tecnológicas adequadas em toda a nossa plataforma de investimento. Isto vai-nos permitir contar com vantagens competitivas a nível da informação e gerar melhores resultados com os nossos fundos”, sublinha.

Não obstante, a tecnologia não só é importante do ponto de vista do gestor. Também tem importância capital do prisma do serviço ao cliente. “Utilizamos os dados para oferecer um melhor serviço aos investidores. As interações dos clientes podem ser analisadas a partir de múltiplas dimensões, o que nos permite antecipar requerimentos, necessidades e comportamentos. Criamos o Morgan, um novo interface para pôr tudo sob o mesmo sistema. Através dele os clientes podem analisar as suas posições em carteira, de onde vêm os cash-flows das empresas, comparar fundos ou aceder a insights e ideias de investimento”, revela.

Segundo Gatch, num contexto que muda rapidamente, é necessária uma adaptação ágil para continuarmos a ser competitivos e relevantes. “Os investidores procuram algo mais do que obter um retorno superior. Procuram uma gama de serviços (especialmente em períodos de volatilidade), uma comunicação transparente, uma gestão de riscos sólida e uma execução excecional. Para ter sucesso devemos ser capazes de oferecer um valor claro ao cliente e estes são aspetos essenciais, sobretudo num contexto que continuará marcado pela pressão em margens, uma tecnologia disruptiva, um enquadramento regulatório cada vez mais complexo e um aumento da concorrência”, conclui o CEO da J.P. Morgan AM.

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