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GAM após a crise de confiança: como reforçou a sua gestão de riscos


Recuperar a confiança do cliente após uma crise de reputação é uma tarefa titânica, mas é o que a GAM enfrenta após o fecho da sua gama ARBF (absolute return bond fund) por causa da demissão do seu responsável máximo na área e o gestor das estratégias, Tim Haywood. A investigação – ainda em andamento – sobre Haywood semeou algumas dúvidas no processo de gestão de riscos da gestora. E é precisamente a área onde a GAM está a tomar medidas e a corrigir erros; segundo informam na sua plataforma.

Os primeiros passos remontam a 2017, com medidas como a criação de controlos no front office. Também fizeram melhorias no dia-a-dia do controlo de riscos ao mudar de um governo regional para um modelo de grupo através da implementação de uma série de comités que vigiam o risco, o compliance e atividades de investimento, distribuição e troca.

No final do ano passado, a equipa de análise quantitativa passou de fazer parte da função de operações para se unir à área de risco com o objetivo de “dar maior independência”. Este ano a função do risco assumiu ao nível do grupo as atividades de monitorização das restrições de investimento. “Tanto as funções de risco como as de compliance irão continuar a avaliar a sua eficácia e capacidades relacionadas como parte do nosso compromisso com uma gestão do risco robusta ao longo de todo o grupo”, afirma a GAM.

Já em 2018 tomaram a decisão de separar as funções de legal e de compliance para “reforçar a importância crítica destas funções”, segundo explica a gestora. Recentemente recrutaram especialistas em áreas de crime financeiro e conflitos de interesse. Assim, o chefe de risco e de compliance do grupo reportam agora diretamente ao diretor executivo e participam no Conselho de Administração. Neste momento estão no processo de recrutar um responsável de riscos de investimento, um cargo novo que querem que seja posto em prática em março do próximo ano.

Numa terceira linha de atuação, no final do ano passado contrataram um novo responsável de auditoria interna e reforçaram a sua equipa com papéis adicionais. Estão no processo de contratar um auditor senior com experiência na área de gestão de investimentos e trading.

Além destes controlos de risco, reforçaram a sua política two-signatory ao tomar medidas para assegurar que os gestores não são diretores de nenhuma das suas entidades de consultoria de investimento. Atualizaram também as suas políticas internas relativamente à execução, distribuição e conflitos de interesse, e estabeleceram uma revisão dos registos da compra e venda de ativos.

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