Fundos Renda Fixa Índices reduzem parcela de NTN-Bs nas carteiras


A variação negativa acumulada no ano pelo IMA-Geral e, em especial do IMA-B, contudo, tem levado alguns investidores, particularmente os do retalho, a resgatarem as suas aplicações em fundos Renda Fixa Índices. Salienta-se, todavia, que apesar do recuo em 2013, a rendibilidade acumulada numa análise mais prolongada de tempo, 24 meses, ainda é bastante expressiva.

Na prática, o desempenho dos fundos Renda Fixa Índices reflecte uma característica intrínseca ao produto, fortemente dependente ao IMA-B e, consequentemente, à variação das NTN-Bs (títulos emitidos pelo Tesouro Nacional), que são directamente afectadas pela movimentação da curva de juros, tanto na trajectória de descida como de subida.

Em 2012, quando a queda dos juros teve impactos positivos na indústria, valorizando os títulos públicos indexados, em especial os de prazo mais longo, a rendibilidade dos fundos Renda Fixa Índices foi destaque na indústria.

À medida que o mercado lidava com a perspectiva de descida dos juros, os títulos foram valorizando e influenciando positivamente a rendibilidade. Perante a recente subida dos juros e da perspectiva ascendente da taxa face à incerteza com a inflação, o mercado tem vindo a reduzir o valor desses títulos, o que tem gerado consequências negativas na ‘performance’ desse tipo de fundos.

Com o objectivo de atenuar o impacto desse movimento e reduzir a volatilidade neste momento de maior incerteza, a parcela de NTN-Bs na carteira dos fundos Renda Fixa Índices, que chegou a alcançar 72% em Março, foi reduzida para cerca de 54% em Maio. 

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