Fundos perfilados: a evolução dos produtos mais defensivos nacionais


Distribuídos os fundos perfilados nacionais por três perfis de risco e calculada a alocação média ao longo dos últimos dois anos, mostramos-lhe a evolução dessa mesma alocação. Esta análise focar-se-á nas classes de ativos e geografias das carteiras médias dos produtos, com a salvaguarda de que os novos fundos lançados durante o período em análise apenas são considerados nas médias três meses após o lançamento.Para esta análise utilizamos da Morningstar Direct.

Quanto ao enquadramento macroeconómico de outubro, na Optimize IP, através da factsheet mensal do Optimize Selecção Base, revelam que “ao longo do mês de outubro, os EUA e a China assumiram um avanço nas negociações para um acordo comercial, refletindo um entusiasmo no mercado acionista, principalmente das empresas mais expostas ao comércio internacional. Em contraciclo, os ativos de menor risco, inverteram a sua tendência de subida. Ainda nos EUA, a FED optou por reduzir em mais um nível a taxa de juro para contrariar o atual abrandamento económico, indo já no terceiro corte no ano. Na Europa, M. Draghi terminou o seu mandato na liderança do BCE, dando o lugar a C. Lagarde.”

Perante este contexto e no que concerne a alocação por classes de ativos globais, a alocação a ações manteve-se estável, embora se perceba uma descida muito leve do seu peso na carteira média de 0,12% face a setembro. No caso da alocação a obrigações, esta tem vindo a subir de forma estável desde o início do ano, no entanto, em outubro, verificou-se uma ligeira descida face ao mês anterior.  Este foi o primeiro mês do em que o peso das obrigações experimentou uma diminuição, já que no início do ano a alocação a esta classe de ativos representava 62,9% e em setembro atingiu os 70,78%.

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Contudo, esta diminuição não foi transversal a todos os fundos já que, por exemplo, o Santander Select Defensivo, fez um movimento no sentido contrário como revela o seu próprio gestor Stefano Amato: “A carteira do fundo apresenta, no mês de outubro, um incremento significativo da exposição a obrigações governamentais e corporativas europeias, assim como a ações emergentes e japonesas, em detrimento da exposição a High Yield, Retorno Absoluto, e ações europeias e norte-americanas”. Estas alterações na alocação dos fundos da Santander AM tiveram o seu impacto na carteira média dos fundos perfilados defensivos, como patente no gráfico abaixo.

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O gestor optou “por diminuir o risco da carteira, procurando ao mesmo tempo, diversificar a mesma”, numa altura em que ainda não eram conhecidos os avanços na negociação e os termos da primeira fase do acordo comercial EUA-China. “Adicionalmente, os resultados de empresas e os dados económicos continuam a preocupar, e ainda persistem as incertezas relativamente ao tema do Brexit na Europa”, comentava o gestor na ficha de produto de outubro.

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A nível geográfico, a componente acionista continuou a registar o declínio no investimento em ações da América do Norte, América Latina, Europa Emergente, Ásia Desenvolvida e Ásia Emergente que já se tem vindo a verificar desde junho. Na alocação geográfica da componente obrigacionista, observamos uma subida agressiva do peso da Europa desenvolvida, coerente com o “incremento significativo da exposição a obrigações governamentais e corporativas europeias” executado pelo gestor da Santander AM.

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