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Fundos mais subscritos: segmento acionista em destaque no primeiro mês do ano


“The calm before the storm” é, de certa forma, uma das frases que podemos atribuir ao mês de janeiro, tendo em conta os últimos eventos no panorama da volatilidade. Não obstante, os últimos dias do primeiro mês do ano já pareciam antever aquilo que mais tarde se verificou: o aumento da volatilidade nos mercados acionistas.

Neste contexto, a lista de produtos mais subscritos em janeiro apresenta, tanto do lado do ActivoBank, como do lado do Banco BEST, uma maior preponderância de fundos de ações. Contudo, determinadas estratégias mistas também marcaram presença, sendo que a diversificação foi outra das tendências verificadas.

Rui Olo, responsável na direção de marketing pelos produtos e investimentos do ActivoBank, destaca precisamente este ponto: “continuamos a observar a preferência dos nossos clientes para investir nos fundos de investimento estratégicos da UBS, uma solução que lhes permite investir através de um único produto de forma diversificada”. Os produtos da UBS em questão apresentam níveis de risco distintos, que vão “desde uma solução mais conservadora composta apenas por obrigações, até uma solução mais agressiva, 100% equity”, explica.

Quanto à grande tendência de janeiro, os fundos de ações mantiveram-se nas preferências dos clientes da entidade, com diversos universos de investimento. “Geografias como Ásia ou China estiveram no topo das preferências, ainda que o fundo SISF UK Equity, um fundo de ações do Reino Unido, tenha sido o mais subscrito”, constata o especialista. O sector tecnológico, por sua vez, continuou no radar dos clientes investidores do ActivoBank.

Investimento em ações de várias temáticas

Do lado dos clientes do Banco BEST o segmento acionista esteve também em destaque, com uma grande diversificação no que diz respeito às temáticas de investimento de cada produto. Ainda assim, Rui Castro Pacheco, diretor adjunto de investimentos, refere que se verificou a presença de apenas um fundo de obrigações e de um fundo multiativo nas preferências dos clientes da entidade. Relativamente ao fundo de obrigações, o PIMCO Income voltou a marcar presença, este que é um produto que permite investir de forma diversificada em obrigações. Já do lado do produto misto, “num nível intermédio de risco, mas ainda muito controlado, o M&G Optimal Income surge novamente nas preferências, que é um fundo misto, mas que controla bastante a sua exposição à componente acionista por ter como principal objetivo a preservação de capital”, explica o especialista.

Quanto aos produtos que investem no segmento acionista, são oito os veículos de investimento presentes nesta lista. Manteve-se a preferência pelo sector tecnológico, apresentando temas como a robótica, com o Pictet Robotics, e inteligência artificial, com duas estratégias que o especialista considera duas grandes opções. “O fundo Allianz Global Artificial Intelligence, em que os gestores da Allianz procuram investir em empresas que estejam a desenvolver soluções e aplicações que utilizam inteligência artificial e o fundo ACATIS AI Global Equities que é ele próprio gerido por um programa de inteligência artificial que escolhe 50 empresas globais de um conjunto de 4.000 empresas analisadas”, revela. A temática água volta a marcar presença, com o Pictet Water, um produto focado em “empresas ligadas à temática da água, captação, purificação, eficiência de consumo, etc.”.

Quanto aos restantes produtos, estes revelam uma preferência por exposição a várias geografias. Em termos mais específicos, a procura passou pelo Oddo Avenir Europe, “fundo que investe em pequenas e médias capitalizações europeias”, e pelo Schroder Hong Kong, “que investe em empresas asiáticas, nomeadamente chinesas, que estejam cotadas na bolsa de Hong Kong”. Já em termos globais, “encontramos duas formas distintas de gestão...”, revela o especialista. Encontramos, assim, o Morgan Stanley Global Opportunity, “que é um fundo mais concentrado (pouco mais de 30 ações) de altas convicções e que aposta em empresas de estilo ‘growth’” e o HSBC Economic Scale Global Equity, “que é um fundo mais diversificado (mais de 1.600 ações) e mais preocupado em seguir o índice de ações globais”.

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