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Fundos institucionais olham para o sector de residências de estudantes


A JLL tem vindo a testemunhar a apetência dos investidores institucionais por ativos de alojamento de estudantes na Europa Continental. Nesse sentido, a consultora lançou recentemente o relatório European Student Housing 2017”, documento que “evidencia as principais tendências a que os investidores devem estar atentos e identifica os seis mercados europeus onde este sector deverá registar um crescimento significativo e sustentado: França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda e Espanha”.

Na lista de principais tendências destaca-se precisamente que “os mercados onde as residências de estudantes estão a emergir como classe de ativos de investimento são muito procurados”. Da JLL testemunham o interesse nestes mercados por parte dos “fundos institucionais, capital privado e operadores estabelecidos - quer internacionais quer domésticos”, que, relatam, “têm um elevado apetite por novos portefólios em novos mercados”. A JLL estima ainda que “existam atualmente entre €4 a €5 mil milhões de capitais disponíveis em busca de stock de residências de estudantes na Europa”.

Risco mais baixo sem comprometer crescimento

Outra das tendências tem a ver com o “elevado potencial de crescimento com risco reduzido”. Ou seja, como o “stock de residências de estudantes tem quase sempre a classificação de residencial nas cidades europeias chave”, consequentemente, “as yields estão em linha com os mercados residenciais mais consolidados, permitindo aos investidores um risco mais baixo, sem sacrificar o crescimento”.

Da consultora imobiliária realçam também que na Europa os vários mercados “estão em fases de maturidade diferentes e os seus ritmos de evolução também são distintos”. A falta de oferta em mercados como a Irlanda, Espanha e Alemanha, é o principal motor para investir.

Portugal já na mira de investidores estrangeiros

Em Portugal as novidades também são favoráveis. Maria Empis, diretora de consultoria e research da JLL, realça que “há cada vez mais procura por este tipo de alojamento em Portugal, devido ao aumento do número de estudantes estrangeiros”. Assim, acredita “que Portugal vai acompanhar esta tendência europeia, e que este é um sector de grande potencial de crescimento, pois além das boas perspetivas para a evolução da procura de estudantes, diversos investidores estrangeiros e grandes operadores neste mercado já estão a incluir o mercado português nas suas estratégias de expansão de curto prazo”.

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