Fundos denominados em dólares com retorno de 4% a um ano


Os dois fundos denominados em dólares, com as rendibilidades calculadas com base na unidade de participação em USD, registavam em meados deste mês uma rendibilidade anualizada a 12 meses na casa dos 4%.

De acordo com as medidas de rendibilidade e risco divulgadas pela APFIPP, e relativas a 15 de Março, o fundo de investimento mobiliário (FIM) Banco BIC Tesouraria – Cat B USD tinha um retorno a um ano de 4,07%, enquanto o FIM Banco BIC Brasil seguia com uma rendibilidade ligeiramente superior, de 4,51%. Ambos são geridos pela Dunas Capital.

O fundo que investe em activos brasileiros inclui-se nos fundos especiais de investimento mistos e iniciou actividade a 30 de Agosto de 2011.

O objectivo principal do fundo “é proporcionar aos seus participantes o acesso a uma carteira de activos do mercado brasileiro, quer de rendimento fixo, quer de rendimento variável, com predominância para os activos do rendimento fixo” é referido no prospecto simplificado do fundo. Os principais activos “serão obrigações e títulos de dívida de empresas brasileiras e do Tesouro Nacional Brasileiro” e podem ainda ser realizados investimentos “no mercado brasileiro ou fora do mercado brasileiro, através de obrigações, ADRs e ETFs”. Apesar da moeda de referencia do fundo ser o dólar americano, os activos podem ser adquiridos, além dessa, também em reais ou em euros, é referido no mesmo documento.

A carteira do fundo, no final de Fevereiro, tinha uma posição de 78,18% em obrigações, 18,23% em liquidez e 7,41% em títulos de dívida pública.

Entre os riscos associados ao investimento são mencionados o facto de existir “o risco de perda total do capital investido”, sendo referido como principal risco “a variação de preço dos activos que fazem parte da sua carteira em cada momento”.

Já o FIM Banco BIC Tesouraria – Cat B USD (tem duas categorias de unidades de participação,  a categoria A, denominada em euros, e a categoria B, denominada em dólares norte-americanos) iniciou actividade em 10 de Janeiro de 2011 e tem como principal objectivo proporcionar “o acesso a uma carteira de activos de curto prazo procurando um nível de rendibilidade próximo das taxas de juro dos mercados monetários, através do investimento efectuado maioritariamente em instrumentos de baixa volatilidade e de curto prazo, designadamente certificados de depósito, depósitos e aplicações nos mercados interbancários, bilhetes do Tesouro, papel comercial, obrigações e outras instrumentos de dívida de natureza equivalente”.

No final de Fevereiro, de acordo com a ficha do fundo disponível no site da CMVM, 49,7% do valor estava aplicado em liquidez, 20,1% em obrigações e 16,73% em outros instrumentos de dívida.

Quanto a riscos, de acordo com o prospecto simplificado, o fundo encontra-se exposto ao risco de crédito, não tem garantia do capital investido ou de rendibilidade e,  “em relação especificamente às unidades de participação de categoria B, em virtude de as mesmas estarem denominadas em dólares americanos, irá ser efectuada uma cobertura de risco cambial dessas unidades de participação”.

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