Fundos de pensões da CA Vida registam crescimento de 26% em 2019


A CA Vida teve motivos para se orgulhar da sua atividade em 2019. No ano passado, a entidade seguradora do Grupo Crédito Agrícola conseguiu um resultado líquido de 8,3 milhões de euros, o maior de sempre desde a sua fundação. No relatório e contas, a entidade afirma que “este resultado traduz os crescimentos que, de forma consolidada, se têm vindo a registar na produção realizada, nos produtos de risco e em fundo de pensões, bem como a prática de uma gestão eficiente da carteira de ativos associada aos produtos de capitalização”.

De entre a lista de fatores mencionados, vale a pena realçar o desempenho dos fundos de pensões que apresentou um crescimento global de 26% face ao ano anterior, equivalente a 39 milhões de euros, totalizando 191,5 milhões. A companhia está ciente deste progresso que “reforça a tendência de crescimento verificada ao longo dos últimos anos, sendo demonstrativa da apetência do cliente para este tipo de produto”.

Mais concretamente, o volume de contribuições dos fundos de pensões ascendeu a 37,4 milhões de euros (+50% face ao ano transato). Do total de contribuições do ano, 18,9 milhões referem-se a contribuições para fundos de pensões abertos. Contudo, “o maior crescimento face ao ano anterior deu-se nas contribuições para o fundo fechado do Crédito Agrícola, cujo valor ascendeu a 18,4 milhões de euros”, referem no relatório.

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Vencimento de produtos de capitalização afeta ativos sob gestão

No âmbito dos ativos sob gestão, onde não se incluem os relativos à atividade de fundos de pensões, a CA Vida registou uma diminuição de 22% em 2019, comparativamente a 2018, situando-se em cerca de 948 milhões de euros. Segundo justificam no relatório, este abrandamento deveu-se sobretudo ao vencimento de produtos de capitalização.

No que se refere à composição da carteira de ativos, no final do exercício eram os títulos de dívida que representavam a proporção mais significativa, na ordem de 94%. Com um distanciamento significativo, seguiam-se os depósitos em instituições de crédito, com um peso de 3,7% da carteira de investimento.

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O resultado dos investimentos ascendeu a 42,2 milhões de euros, o que se traduz num aumento quando comparado ao obtido no exercício anterior (4,4 milhões de euros). No relatório pode ler-se que “esta variação foi justificada essencialmente pelo aumento do volume de valias em obrigações de dívida pública, comparativamente com o ano anterior”.

Produção: produtos de risco mantêm liderança

Ao nível da produção a estrutura não se alterou significativamente face aos anos anteriores, com 42% da produção da companhia associada aos produtos de risco, 19% a produtos de capitalização incluindo PPR, e 39% ao peso das contribuições para fundos de pensões. Face ao ano anterior, destaca-se o aumento do peso relativo dos fundos de pensões, em 8 pontos percentuais, na estrutura de produção da CA Vida.

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A estreia dos produtos unit linked

2019 foi também o ano de estreia para um novo tipo de produtos na oferta da CA Vida. “Atenta à evolução dos mercados financeiros e com base nas expectativas futuras quanto à evolução das taxas de juro, a companhia desenhou e colocou em comercialização um produto de investimento sob a forma de unit linked”, informam no relatório. A seguradora colocou assim o CA Vida Unit no mercado, “mantendo o enfoque em soluções com ativos de baixo risco ou risco limitado, de forma a minorar o risco implícito”.

A introdução de mais produtos alternativos que visem satisfazer as necessidades dos clientes está entre as prioridades da CA Vida, quer sob forma de unit linked “ou outros produtos de capitalização, tirando proveito de eventuais condições de mercado, sem comprometer os requisitos de capital da companhia”.

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