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Fundos de pensões abertos reduzem posições em liquidez


Num artigo publicado recentemente na Funds People, em que disseca as conclusões do relatório relativo às políticas e reformas dos sistemas de pensões nos países que integram a OCDE  e o G20, Adelaide Marques Cavaleiro, diretora executiva na BBVA Asset Management Portugal, destacava que “caso o emprego em idades mais avançadas não aumente de forma significativa”, vários mecanismos “conjugados com o envelhecimento da população terão como consequência uma diminuição do valor das pensões, ou seja redução do bem-estar na reforma”.

Para contornar ou evitar o problema, a especialista da BBVA AM realçava no seu artigo várias medidas a tomar como ponto de partida para um sistema sustentável que garantisse, ao mesmo tempo, esse bem-estar. No entanto, independentemente das medidas que se venham a tomar, os indivíduos podem e devem, unilateralmente, tomar decisões de poupança em produtos de terceiro pilar que salvaguardem a capacidade financeira nos anos da reforma. Neste sentido, os PPR e os fundos de pensões constituem alguns dos principais veículos de poupança de longo prazo nesse sentido. Depois de termos olhado e analisado a alocação das carteiras agregadas dos primeiros ao longo do último ano – que evidencia movimentos definitivamente risk-off – olhamos agora para os fundos de pensões abertos e o património alocado às diferentes rubricas de investimento.

Alocação

Num conjunto de produtos que evidencia uma evolução ligeiramente positiva do património total – crescimento de 4,4% - a variação que mais salta à vista é uma redução significativa das posições de liquidez. Isto está patente não só na rubrica de liquidez e mercado monetário, mas também na de fundos de investimento de tesouraria. Tipicamente, este é um movimento indicativo de maior otimismo. Esse otimismo, no entanto, continua a ser conservador, já que as rubricas que maior aumento evidenciaram no mesmo período foram as de obrigações – taxa fixa euro e taxa variável euro – bem como de fundos de obrigações.

Investimento em ações

O investimento indireto, através de fundos de investimento, representa assim 33% da carteira agregada e apesar do crescimento da rubrica de fundos de obrigações, são os fundos de ações que mais pesam, abarcando 15,9% do património. Realça-se que, num ano em que a generalidade dos mercados de ações mostraram um comportamento significativamente positivo, as ligeiras variações positivas, tanto da rubrica de investimento direto em ações tanto da rubrica de fundos de investimento em ações, são indicativas de uma redução de exposição ao risco nesta classe de ativos.

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