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Fundos de obrigações são os melhores de 2012


A indústria de fundos brasileira apresentou, em 2012, um comportamento não muito diferente dos restantes mercados, com as classes de obrigações a apresentarem os melhores desempenhos do ano, apesar do crescente apetite dos investidores por classes como multimercados.

Em Dezembro, o estreitamento da curva de juros deu um novo fôlego aos fundos de activos de rendimento fixo (obrigações) que apresentaram um retorno médio de 0,95%. Esta categoria, que superou a rendibilidade do seu 'benchmark' em 2012, inclui os fundos de curto prazo, o referenciado DI, os renda fixa e os renda fixa índices.

Os índices de mercado ANBIMA associados a esta classe de activos são, precisamente, os que melhores resultados apresentaram em 2012. O IMA-Geral teve uma rendibilidade, no ano, de 17,73% e o sub-índice IMA-B, 'benchmark' de títulos públicos vinculados à inflação apresentou 26,68% de rendibilidade em 2012, segundo dados da ANBIMA.

Embora, os fundos de renda fixa índices sejam o destaque do ano passado, os fundos de acções 'small-caps' apresentaram a segunda melhor rendibilidade com 20,56%. No global, os fundos de acções superaram o Ibovespa, que encerrou 2012 nos 60.952 pontos, com uma valorização de 7,40%, de acordo com dados da gestora da bolsa brasileira. Em média, os fundos de acções tiveram um retorno de 16,73%. É, nesta categoria, que estão os segundos e terceiros fundos mais rentáveis no ano passado, os fundos de acções sustentabilidade/governança e os acções livre, respectivamente.

Na categoria multimercados, onde se registaram captações líquidas bastante positivas, a rendibilidade média é de 12,71%. Os fundos multimercados têm o melhor desempenho da categoria, 18,14%, segundo foi publicado no boletim ANBIMA de Janeiro.

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