Fundos de obrigações e multiativos lideram as captações ponderadas por património em 2018


Se tipicamente os fundos que mais captam em termos absolutos são os maiores fundos do mercado, quando a análise foca nas captações ponderadas pelo património o caso muda de figura. Surgem no topo do ranking fundos mais pequenos, cuja estratégia comercial das entidades ou a performance acima da média lhes permitiram conquistar o interesse dos investidores e fazer crescer significativamente os ativos sob gestão.

Contudo, apesar de estar longe de ocupar o topo dos rankings por dimensão, a tabela é liderada por um fundo da maior entidade gestora independente em Portugal, a IM Gestão de Ativos. Falamos do IMGA Rendimento Mais. Esta estratégia de obrigações flexível, foca o seu investimento, principalmente, em obrigações corporativas em todo os espectro de maturidades. Nos nove meses do ano de 2018 captou 10,7 milhões de euros, o que lhe configura uma ponderação de 45% face ao volume gerido no final do ano passado.

Em segundo lugar, marca agora presença um fundo da maior entidade gestora nacional, o Caixagest Seleção Global Dinâmico. Esta estratégia, gerida pela Caixagest, faz parte de um conjunto de fundos de alocação denominado de Caixagest Seleção Global do qual esta é a estratégia mais agressiva. O montante captado ascendeu praticamente a 34 milhões de euros no ano, o que representa, à semelhança do fundo anterior, 45% dos ativos com que começou o ano. O fundo fechou o terceiro trimestre com 110,65 milhões de euros sob gestão.

Dois PPR OICVM da Bankinter Gestão de Ativos ocupam o terceiro e quarto lugares deste ranking. O Bankinter 75 PPR – OICVM e Bankinter 50 PPR – OICVM, recentemente renomeados para acomodar a abordagem mais permissiva da legislação dos PPR, captaram, respetivamente 7,9 e 5,5 milhões de euros no ano, o que representa 42% e 41% dos ativos sob gestão no final do ano passado. 

A fechar o quinteto que lidera o ranking, o fundo Invest AR PPR (fundo Consistente Funds People), da Invest Gestão de Ativos, que, com captações representativas de 38% dos ativos geridos no final de 2017, fechou o terceiro trimestre com 36,95 milhões de euros em ativos. Este fundo flexível multiativo não tem benchmark definido o que, segunda a entidade gestora, permite "ao gestor a flexibilidade para se adaptar a diferentes condições de mercado". 

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