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Fundos de investimento são os investidores mais ativos em investimento em imobiliário comercial


A consultora JLL publicou os dados referentes ao ano passado, no seu relatório Market 360°, com o imobiliário comercial em Portugal a atrair um investimento total de 1.254 milhões de euros, dos quais 85% são de origem estrangeira. Aqui, o maior destaque vai para o Reino Unido, com uma fatia de 35%, seguindo da França e de Espanha com 23% e 10%, respetivamente. Os escritórios foram os ativos mais procurados (43% do volume investido), seguidos de perto pelo retalho (36%). Apesar de ser um ano de grande vitalidade,” o investimento recuou 29% face a 2015, decréscimo que se deverá mais à falta de oferta de qualidade e à diferença das expetativas de valor entre comprador/vendedor nos ativos menos core, do que à redução da procura”, pode ler-se no comunicado.

Os fundos de investimento foram o tipo de investidor mais ativo, com uma fatia de 53% do total. Em termos de maiores negócios realizados, destaque para um “Family Office Internacional”, além do CBRE GIP e ainda da M&G como compradores.

“No curto e médio prazo os volumes de investimento deverão manter-se elevados, acima dos mil milhões de euros anuais. 2017 deverá alinhar com esta tendência, mantendo-se os principais fatores de atração ao setor e ao nosso mercado, entre os quais se destacam a volatilidade dos mercados financeiros, taxas de juro em mínimos, crescimento do turismo e estabilidade política”, diz Fernando Ferreira, Head of Capital Markets da JLL, em comunicado. 

Sobre as yields, em 2016 mantiveram-se estáveis, “sobretudo porque comprimiram de forma mais acentuada em 2015, estando atualmente, na maior parte dos segmentos, próximas dos valores mais baixos do mercado nacional, o que aconteceu em 2007”, segundo o comunicado. Relativamente à taxa de retorno, a exigida pelos investidores ronda os 5% e 5,5% no comércio de rua, escritórios e centros comerciais, estando perto dos 7% na indústria/logística e retail parks.

2016 volta a ser um dos melhores anos da última década para o mercado imobiliário português

No mesmo documento pode ler-se, também, que “o ano de 2016 voltou a ser um dos melhores anos da última década para o mercado imobiliário em Portugal, sendo apenas superado pelos níveis históricos atingidos em alguns segmentos no ano anterior”.

“O imobiliário português está a atravessar um momento notável, apresentando indicadores muito saudáveis. Na verdade, se mais indústrias em Portugal apresentassem este desempenho, seríamos certamente um dos países mais robustos da União Europeia”, refere Pedro Lancastre, diretor geral da JLL. No ano passado, voltou-se a superar a barreira dos 1.000 milhões de euros, com Pedro Lencastre a referir também que o “ forte interesse dos investidores por imobiliário português está instalado. Também nos setores ocupacionais, que sustentam esta boa dinâmica do investimento, o ano foi muito positivo, com uma procura muito ativa nos escritórios e no retalho e um ritmo absolutamente extraordinário quer de vendas quer de aberturas nos segmentos residencial e de hotelaria”, sublinha o diretor geral da JLL.

O profissional refere, também, que “tudo indica que este momento é para durar, sobretudo se soubermos perceber e apoiar as estratégias de investimento dos players que estão atentos ou a atuar em Portugal, e desde que se garanta estabilidade fiscal”. Pedro Lencastre perspetiva, também, que “2017 poderá ser o terceiro ano, em dez anos, que se supera a barreira dos 1.000 milhões”.

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