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Fundos de investimento: os investidores mais ativos no mercado imobiliário português


O dinamismo no mercado imobiliário português é notório. Segundo os últimos dados da consultora JLL, referentes ao 3.º trimestre, o imobiliário comercial em Portugal atraiu um investimento total de 969 milhões de euros, dos quais 92% são de origem internacional.

Segundo o que Fernando Ferreira, head of capital markets da JLL, refere em comunicado, “o imobiliário comercial nacional está bem posicionado para continuar a atrair investimento, com indicadores sólidos a nível da atividade ocupacional e retornos atrativos face a outras classes de ativos; baixa volatilidade e oportunidades bastante interessantes”. Aponta também que “a economia nacional está a evoluir de forma mais favorável do que o esperado e a própria conjuntura internacional está razoavelmente estabilizada, com o impacto do Brexit a mostrar-se controlado e não se esperando que os resultados das eleições americanas gerem grandes pressões. Por isso, perspetivamos que o investimento aumente na reta final do ano, atingindo-se um valor total em 2016 perto dos 1.800 milhões de euros transacionados no ano passado”.

Fundos de investimento em destaque

De acordo com a entidade, os fundos de investimento são a classe de investidores mais ativa no mercado português concentrando mais de metade do volume transacionado: cerca de 500 milhões. Seguem-se investidores privados e family offices, que foram responsáveis por 30% do investimento (aproximadamente €300 milhões).  Lugar de destaque assumem também os REITs – principalmente os de origem espanhola (SOCIMI) – que pesam 11% no valor investido, ou seja, cerca de 100 milhões de euros.

Imóveis favoritos

 O alvo dos investimentos que reúne maior preferência são os imóveis de escritórios e retalho, concentrando, em conjunto, 85% do montante total investido (€826 milhões), peso que dividem entre si de igual forma (42% cada).

Yields estabilizam

Uma das notas finais refere-se às yields do mercado. A este nível sublinham que no final do 3º trimestre, as yields se mantiveram estabilizadas face ao trimestre anterior, mas continuaram a apresentar uma ligeira compressão face ao mesmo período do ano passado, embora sublinhem que estas taxas estão já bastante comprimidas e em níveis semelhantes registados aos mínimos observados em 2007, quando o mercado atingiu um pico de atividade.

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