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Fundos de investimento mobiliário aumentam investimento em dívida privada


No último relatório anual sobre a atividade da CMVM e sobre os mercados de valores mobiliários, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários revela que os volumes sob gestão registados por parte da gestão individual de carteiras, gestão coletiva e dos fundos de investimento imobiliário registaram uma evolução negativa no ano de 2016. Na verdade, neste último segmento o valor sob gestão registou um decréscimo pelo terceiro ano consecutivo.

Por outro lado, a CMVM dá conta de uma “concentração significativa de dívida pública portuguesa na gestão individual de carteiras”, sendo que se verifica o oposto do lado dos fundos de investimento mobiliário, onde se registou uma redução significativa do investimento em dívida pública. Não obstante, parece haver uma preferência pelo segmento de dívida privada, uma vez que, segundo os dados do relatório, se registou um aumento do investimento neste segmento por parte dos fundos de investimento mobiliário.

Relativamente à duration das carteiras dos fundos de investimento mobiliário, as conclusões do relatório revelam que esta tem vindo a registar um decréscimo, sendo que no final do ano passado correspondia “a metade da duration da dívida detida pela gestão individual de carteiras”.

Valor transacionado em títulos que integram o PSI 20 foi o mais baixo nos últimos dez anos

Segundo a publicação, relativamente aos mercados semelhantes, o mercado acionista português registou um desempenho inferior, algo que esteve relacionado não só com a falta de ofertas públicas iniciais, mas com a perda de confiança dos investidores, aliada a uma crescente preferência por outras plataformas de negociação localizadas fora de Portugal.

No que diz respeito a emissões de dívida privada, em 2016 registou-se uma forte queda face a 2015, sendo que a capitalização deste segmento voltou a registar um decréscimo.

Do lado da emissão de Produtos Financeiros Complexos sob a forma de dívida, a tendência de diminuição manteve-se e, ainda que tenham apresentado um menor risco relativo, continuou a predominar a emissão de PFC sem capital ou remuneração garantidos. 

Por outro lado, “o aumento da capitalização bolsista total de 2016 foi insuficiente para compensar o decréscimo no ano transato”, pode ler-se no relatório. Não obstante, no que diz respeito ao valor acionista, a entidade revela que este “aumentou ligeiramente a sua relevância na capitalização bolsista”.

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