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Fundos de investimento foram vendedores líquidos de dívida pública desde o início do PSPP


O último Boletim Económico do BCE publicado pelo Banco de Portugal revela as alterações ocorridas relativamente à detenção de títulos de dívida pública emitidos pelos governos da área euro. Estas alterações são o resultado da implementação do programa de compra de ativos do sector público (PSPP) por parte do BCE, programa que procura estimular a economia.

No período que antecedeu o início deste programa, três quartos de todos os títulos de dívida pública emitidos pelos governos da área euro eram detidos por apenas três sectores, sendo que o sector de não residentes na área euro detinha 30% do total. Os restantes dois sectores eram o sector de instituições financeiras monetárias (IFM), excluindo o Eurosistema, e o sector das sociedades de seguros e fundos de pensões detinham 22% e 20%, respetivamente. No que diz respeito aos fundos de investimento, estes detinham uma percentagem de 11% do saldo de títulos de dívida pública da área euro. Por outro lado, o Eurosistema detinha apenas 7% do total.

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Fonte: Boletim Económico do BCE, junho de 2017

Segundo os dados apresentados, em termos líquidos, mais de 520 mil milhões de euros dos 919 mil milhões de euros adquiridos pelo Eurosistema em títulos de dívida pública da área euro, entre o segundo trimestre de 2015 e o quarto trimestre de 2016, provieram do sector dos não residentes e do sector das IFM. Relativamente aos fundos de investimento, a queda no valor detido ascendeu a 90 mil milhões de euros no período em questão. Os fundos de investimento foram, portanto, vendedores líquidos no período o que reflecte um movimento médio de tomada de mais valias e desinteresse pelas reduzidas rentabilidades proporcionadas pelo segmento desde o início do programa. Por outro lado, “o sector das sociedades de seguros e fundos de pensões adquiriu um montante líquido de 32 mil milhões de euros no período do segundo trimestre de 2015 ao quarto trimestre de 2016”, revela o boletim do BCE.

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Fonte: Boletim Económico do BCE, junho de 2017

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