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Fundos de investimento e produtos de aforro: performances positivas em 2017


As subscrições líquidas de fundos de investimento e de produtos de aforro do setor segurador registaram performances positivas, no ano de 2017. Quem o afirma é a CMVM no seu relatório anual sobre os mercados de valores mobiliários.

Com valores positivos e taxas de crescimento significativas face a 2016, as subscrições líquidas de resgates dos fundos de investimento mobiliário e dos produtos de aforro do sector segurador registaram o melhor ano desde pelo menos 2012. “Em conjunto, fundos nacionais e estrangeiros e produtos do sector segurador tiveram subscrições líquidas de 2.423 milhões de euros em 2017, o que contrasta com o resgate de 2.077 milhões de euros verificado nos 12 meses anteriores”.

“O valor das subscrições do conjunto dos fundos de investimento mobiliário nacionais atingiu 923 milhões de euros em 2017, o que compara com -923 milhões de euros um ano antes e traduz o melhor resultado desde 2012”, acrescenta o relatório.

Relativamente às subscrições dos fundos estrangeiros, estas foram superiores aos resgates em cada ano do período de 2012-2017, totalizando um valor acumulado de 3.397 milhões de euros, “o que contrasta marcadamente com o verificado para o conjunto dos fundos de investimento mobiliário nacionais no mesmo período: os resgates foram 61 milhões de euros superiores às subscrições.” Consequentemente, “o peso das poupanças de residentes que são aplicadas em fundos de investimento mobiliário geridos por entidades nacionais tem diminuído de importância face às aplicadas nos fundos geridos por entidades estrangeiras”.

Já nos fundos de investimento imobiliário abertos, estes acompanharam no ano anterior “a evolução positiva das subscrições observadas em fundos mobiliários, registando subscrições líquidas positivas pela primeira vez desde 2010”.

Por outro lado, devido ao aumento do saldo líquido de investimento nos certificados do Tesouro “as subscrições foram superiores aos resgates nas aplicações em certificados de aforro e do Tesouro”.

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Seguidamente, o relatório da CMVM deu conta de um aumento do stock líquido em depósitos a prazo “efetuados tanto por particulares, como por sociedades não financeiras. Não obstante, o aumento dos depósitos bancários de sociedades não financeiras foi menos expressivo do que no ano anterior e muito inferior ao verificado no caso dos particulares”.

Relativamente aos produtos de aforro do ramo segurador, no ano anterior, as subscrições foram superiores aos resgates, pela primeira vez desde 2012. “Entre 2012 e 2017 assistiu-se a um forte desinvestimento em produtos do sector segurador”.

Para concluir, o relatório da CMVM revela que apesar das baixas taxas de poupança ainda registadas, “a evolução temporal das subscrições de vários produtos financeiros nos últimos seis anos permite confirmar que a estrutura de aplicações financeiras das famílias em Portugal resulta também de decisões de investimento, não se resumindo ao efeito das remunerações proporcionadas pelas várias aplicações financeiras que constituem a carteira”.

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