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Fundos de investimento alternativo perdem investidores de retalho


No Relatório Anual Sobre os Mercados de Valores Mobiliários, a CMVM volta a dar destaque à tendência de queda dos montantes geridos por fundos de investimento alternativos (FIA) que no ano de 2017 sofreram resgates na ordem dos 894 milhões de euros, “apenas parcialmente compensados pelas subscrições ocorridas”. Verificou-se ainda a “diminuição do número de fundos em atividade (menos nove fundos do que no  final do ano transato). Esta evolução é oposta à verificada a nível europeu, onde os ativos sob gestão deste tipo de fundos têm crescido e as subscrições líquidas atingiram os 211 mil milhões de euros”, pode ler-se no relatório.

Composição dos fundos

No que se refere à composição da carteira dos fundos, o relatório dá conta de que a dívida privada permanece como a rubrica mais importante apesar de em queda. Já no que diz respeito à origem geográfica dos emitentes das obrigações, regista-se a “diminuição generalizada do valor investido em dívida emitida por empresas portuguesas e holandesas e, em contrapartida, um aumento das aplicações em títulos representativos de dívida de empresas de Espanha. O desinvestimento em dívida soberana contribuiu para que a sua relevância nas carteiras dos fundos tenha diminuído, sobretudo nos casos da dívida pública portuguesa, italiana e espanhola”.

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Participantes

A entidade supervisora destaca que o valor médio administrado por participante diminuiu 20,2%, uma vez que a queda do número de participantes foi menos expressiva do que a do valor dos resgates líquidos. Cada participante detinha, em média, 23,3 mil euros em unidades de participação no final do ano, um valor superior ao correspondente nos OICVM. Patente no relatório está também o facto das “pessoas singulares deterem 58,4% do valor sob gestão no final de 2017, com um valor médio por participante de aproximadamente 14 mil euros. O peso dos investidores de retalho tem caído recentemente, em linha com a queda do valor sob gestão dos FIA e do respetivo número de participantes. As companhias de seguros, os fundos de pensões e as instituições de crédito viram o seu peso relativo e valor médio por participante aumentar, particularmente no último ano, com a diminuição do número de participantes a ser mais acentuada do que a do valor sob gestão”.

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