Fundos de acções prevalecem no 'top ten' de fundos mais vendidos em Fevereiro


O 'top ten' dos fundos mais vendidos no Activo Bank, Banco Best e Banco BiG tornam evidente a tendência, já verificada em Janeiro, de aumento gradual do risco nas carteiras dos clientes através de fundos de acções, especialmente de Europa e Mercados Emergentes. No entanto, os fundos de obrigações ainda mantêm adeptos entre os clientes destes três supermercados, sendo que, no Banco Best, ainda dominam este 'ranking'.

De acordo com a direcção de marketing do Activo Bank, "o mês de fevereiro foi marcado por uma procura dos clientes/investidores por fundos de acções europeias como o Fidelity Funds Italy, o F&C European Small Cap, o CS EF(lux) Small Mid Cap Germany, o Fidelity Funds United Kingdom". Seguindo esta mesma tendência, no Banco BEST, Rui Castro Pacheco refere que "pela primeira vez, desde há alguns meses, o fundo mais subscrito pelos nossos clientes é um fundo de acções - o Schroders European Dividend Maximiser". O Banco BiG surge como excepção pois o fundo líder de subscrições em Fevereiro é um fundo de obrigações, com alguma exposição a dívida periférica (Pioneer Euro Aggregate) e que, no entender de Isabel Soares, se relaciona "com o restabelecimento do nível de confiança dos investidores, a procura e o aumento de risco nas suas carteiras".

Assim, "o mês de Fevereiro trouxe algumas novidades em termos de tendências na procura de fundos", comentou Isabel Soares que considera evidente a diminuição de aversão ao risco nas carteiras e, mesmo que não seja através de fundos de acções, optam por estratégias mais arriscadas na classe de obrigações como dívida periférica ou emergente como o BNY Mellon Emerging Market Debt Fund.

No entanto, tanto no ActivoBank como no BiG a grande liderança do mês passado cabe aos fundos de acções. No primeiro existiu, além do destaque Europa, um maior interesse em fundos que investem em países emergentes como o Fidelity Funds Greater China e Fidelity Funds Thailand. A razão identificada para este interesse são, precisamente, "as taxas de crescimento económico bastante positivas que tendem a prevalecer na região". Isabel Soares, do BiG, que teve o mesmo fundo da Fidelity no 'top ten' refere que "dentro dos fundos com exposição ao mercado accionista que registaram elevados 'inflows', o tema China está a captar a atenção de muitos investidores".

No Banco Best, os fundos de acções ainda não prevalecem, apesar do fundo mais subscrito ser o European Dividend Maximiser gerido pela Schroders. Segundo Rui Castro Pacheco, trata-se de "um fundo com uma estratégia muito particular que se foca no objetivo de distribuir 2% de rendimento trimestral, ou seja, 8% anual". Além deste fundo de acções europeias, acrescenta este responsável pela selecção de fundos, "tivemos ainda o fundo Europe Equity Growth gerido pela Allianz no 'top' de fundos mais subscritos em Fevereiro".

Neste supermercado, os fundos de obrigações ocupam ainda sete lugares no 'top ten'. "Continuamos a ver alguma tomada de risco superior na procura de uma rendibilidade que possa ser interessante. Nesse sentido, verificamos o investimento em 'high yield' com um fundo mais vocacionado para o mercado americano (Allianz US High Yield) e dois mais globais (Axa Global High Yield e PIMCO Global High Yield). Ainda neste patamar de risco mais elevado dentro dos fundos de obrigações, é de assinalar a procura por obrigações emergentes da zona asiática com as subscrições no Emerging Asia Bond da PIMCO", afirma Rui Castro Pacheco.

"Ainda que se assista a uma tomada de risco por parte de muitos investidores nesta altura, a tendência verificada no início do ano não foi anulada mantendo-se uma evidente preocupação com o balanceamento das carteiras que se traduz na numa procura por estratégias mais flexíveis", explica a direcção de marketing do ActivoBank. Esta observação é igualmente verificada por Rui Castro Pacheco quando salienta o fundo Invesco Balanced Risk Allocation que se revela "uma escolha interessante para os investidores que querem adicionar um pouco mais de risco/retorno nos seus investimentos, mas que querem ter o risco diversificado por vários tipos de activos". Também, nos fundos de obrigações, houve a procura por estratégias mais flexíveis como o PIMCO Diversified Income e Global Bond, neste caso excluindo o mercado americano, e ainda no fundo gerido pela ESAF.

ACTIVO BANK

 

BANCO BEST

 

BANCO BiG

Fidelity Funds Italy A                 

 

Schroder ISF European Dividend Maximiser B Dis

 

Pioneer Funds Euro Aggregate Bond

 

Fidelity Funds Thailand A              

 

Allianz US High Yield AM USD

 

Threadneedle SIF Glb Equity Income (EUR)

 

Fidelity Funds Greater China E         

 

PIMCO Diversified Income E EUR Hedged Acc

 

Fidelity Funds-China Focus Fund

 

F&C European Small Cap A               

 

E.S. Euro Bond FI Inc

 

BlackRock Global Allocation Fund

 

BNY Mellon Global Real Return A         

 

Invesco Funds - Invesco Balanced-Risk Allocation Fund E

 

BNY Mellon Global Equity Higher Income

 

Fidelity Funds European High Yield A   

 

AXA World Funds Global High Yield Bonds E Capitalisation EUR hedged (95%)

 

JPMorgan Global Focus

 

BNY Mellon Long-Term Global Equity A   

 

Allianz Europe Equity Growth CT EUR

 

Invesco Balanced Risk Allocation

 

CS EF(LUX) Small Mid Cap Germany B     

 

PIMCO Funds: GIS plc Global High Yield Bond Fund E Acc EUR (Hdg)

 

Pioneer Funds Strategic Income

 

PARVEST Equity Japan N                 

 

PIMCO Funds: GIS plc Global Bond Ex-US Fund E Inc USD

 

BNY Mellon Emerging Market Debt Fund

 

Fidelity Funds United Kingdom A        

 

PIMCO Funds: GIS plc Emerging Asia Bond Fund E Inc USD

 

Pictet Emerging Local Currency Debt

 

 

Empresas

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