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Fundos da Fidentiis em Portugal: track record consolidado e ligação ao país


Desde junho deste ano que quatro fundos da gestora espanhola Fidentiis Gestión passaram a estar disponíveis para distribuição em território nacional, através do Banco Best. Embora espanhola, pode dizer-se que a gestora tem muito de português. Foi precisamente pelas palavras do fundador da entidade, e atual CEO, Ricardo Seixas, que ficámos a conhecer o atual posicionamento da entidade, e o racional de cada uma das estratégias que agora disponibilizam na plataforma de fundos nacional. 

A entrada dos fundos em Portugal é um movimento que para o profissional praticamente se auto-explica. “A decisão de trazer os fundos para Portugal teve, claro, que ver com o facto de ser português, e da afinidade com o mercado português. Para além disso ganhámos algum track record em algumas estratégias, nomeadamente no fundo long/short que entretanto já cumpriu três anos dentro da estrutura do Luxemburgo, o que para alguns selecionadores é um millestone importante. Para além disso, quer o long only quer o long/ short já estão acima dos 100 milhões de euros de ativos sob gestão”, começa por referir.

Banco Best – opção pela inovação

A opção pelo Banco Best como distribuidor dos fundos da entidade também traz consigo um racional que Ricardo Seixas apresenta como natural. “O Best acho que é uma entidade que é reconhecida como fazendo parte de forma relevante daquilo que é a adoção de estruturas estrangeiras, por isso era uma opção óbvia. Sempre foram muito inquietos na tentativa de encontrar modelos e formas de ampliar o seu modelo de negócio, e eu quero estar envolvido com isso”, explica Ricardo Seixas.

A oferta da casa em território nacional concretiza-se, para já, nos seguintes nomes, integrados na estrutura SICAV Fidentiis Tordesillas: Iberia Long-Short, Iberia, Global Strategy e, finalmente, o European Financial Opportunities.

O ex-libris da casa, e praticamente aquele que impulsionou o nascimento da gestora trata-se do Fidentiis Tordesillas SICAV – Iberia Long-Short. “Apesar de ser um long/short trata-se essencialmente de uma carteira de equity com uma gestão de risco muito cuidada e muito ativa, em que podem ter, na parte curta, cabimento as jogadas individuais em títulos, e seguramente com mais frequência que nunca uma componente de cobertura de risco de mercado relevante”, conta o profissional à Funds People.

O fundo Fidentiis Tordesillas SICAV – Iberia, o produto de ações long only da casa, bebe, naturalmente, dos mesmos insights da casa postos em prática na estratégia anterior, mas com um enfoque puramente em posições longas. Trata-se de um fundo “tradicional”, no sentido em que investe apenas em posições longas naqueles títulos que pensamos tenham potencial de subida, que na sua maioria se encontram no segmento medio de capitalização. Também numa lógica de explorar o expertise que têm em nichos, o fundo European Financials que apesar de se mover num universo de investimento europeu, acaba por ser “um nicho de mercado onde se consegue gerar alpha”, explicou o especialista. 

Por fim, no racional do fundo Global Strategy, lançado em 2014, o gestor explica que o lançamento desta estratégia acabou por nascer tirando partido da forma de fazer as coisas na casa de investimentos espanhola. “Em 2014 para mim foi óbvio que perante a possibilidade de aumentar a capacidade interna, deveria ter internamente maiores capacidades de análise top down. Este fundo trata-se de um fundo de volatilidade muito baixa, com um mandato de preservação de capital acima de tudo, pois já na altura do lançamento era evidente que estávamos num ambiente de taxas baixas, e portanto viriamos a ter a capacidade de jogar com diferentes tipos de ativos”, relata. Resume, referindo que se trata portanto de “um fundo misto que acaba por ser tão flexível, que poderá estar market neutral quer na parte de fixed income como na parte de equity”.

No dia 22 de julho foi emitido um comunicado de imprensa em que se anuncia a aquisição do Grupo Fidentiis por parte da Bestinver. “A intenção em termos de produto e serviço é o de assegurar o melhor para os clientes existentes de cada entidade, acedendo aos recursos humanos de elevada qualidade com que ambas as empresas contam atualmente”, conta Ricardo Seixas. O profissional integrará essa equipa alargada e revela: “Sinto-me com o mesmo nível de energia agora do que quando comecei a Fidentiis Gestión em 2006 para abraçar esta nova etapa ajudando na integração nesta fase inicial e levar o projeto à dimensão que pensamos pode atingir a médio prazo”.

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