Fundo de investimento vida nova: um ‘case study’ no sector brasileiro


Lançado no passado dia 31 de julho, o fundo de investimento imobiliário vida nova foi criado na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo, com o intuito de administrar um empreendimento comercial precisamente em São Paulo. O lançamento do fundo constitui um caso inédito na história de fundos imobiliários do Brasil, já que a iniciativa surgiu de membros da Cooperativa Habitacional Vida Nova que, através do sistema cooperativista, investiram recursos para a construção de um empreendimento comercial com cerca de 43 mil m2, decidindo posteriormente ser sócios do negócio como cotistas.

Comunhão de recursos

Constituído sob a forma de condomínio fechado, o fundo apresenta uma comunhão de recursos captados através do sistema de distribuição de valores mobiliários, destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários. O prazo de duração é indeterminado não admitindo o resgate convencional de cotas.

Segundo o relatório mensal referente a julho (primeiro mês de vida do produto) disponibilizado pela CVM, o produto apresenta um património de 94 milhões de reais, distribuídos inicialmente por 150 cotistas. A administração fica a cargo da Oliveira Trust Distribuidora de Títulos Valores Mobiliários S.A.

Gama diversificada de investidores

Outra das grandes caraterísticas diferenciadoras do Fundo Vida Nova é a desmistificação do perfil socioeconómico dos investidores envolvidos em negociações de mercado de capital e investimento imobiliário. Da esfera de participantes fazem parte tanto empresários, como profissionais liberais, ou até mesmo os próprios trabalhadores da construção civil.

Para Hélio Tristão, diretor da Cooperativa Habitacional Vida Nova, o sucesso do fundo fica a dever-se à “transparência e seriedade dos negócios realizados pela Cooperativa”. Acrescenta que “desde o início foi feito um trabalho minucioso junto dos investidores identificando e apresentando com clareza de detalhe as vantagens e benefícios da formação de um fundo para a sustentabilidade financeira do empreendimento”. 

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