Fundo de investimento socialmente responsável entre as estratégias mais subscritas em setembro


Fechado mais um mês, é tempo de analisar que estratégias figuraram entre as preferidas dos clientes do ActivoBank e do Banco Best. O resumo do mês de setembro assenta em temas como a já conhecida guerra comercial ou a continuação da instabilidade em Itália. Para Bruno Pinhão, do ActivoBank, o nono mês do ano ficou marcado “por muita dinâmica no mercado e por um saldo timidamente positivo para a globalidade dos mercados acionistas”, resume.

De facto, a guerra comercial manteve-se na ordem do dia (ou do mês), “com os Estados Unidos a aplicarem mais uma ronda de tarifas à China, e os investidores à espera do intensificar do conflito, dado que Trump poderá aplicar tarifas superiores aos bens importados da China e esta pode optar por uma retaliação em maior escala”, analisa Bruno Pinhão. Por outro lado, no que à relação entre EUA e México diz respeito, o profissional acredita que “o acordo alcançado torna possível acreditar que novos entendimentos possam surgir, especialmente com o gigante asiático”, refere.

Quanto ao panorama europeu, Bruno Pinhão destaca que o foco de atenção esteve centrado em Itália, “especialmente pelo OE para 2019 contemplar uma meta de 2,4% de défice, um valor superior ao considerado aceitável pelos analistas e aos 2% que poderiam ser o ponto de convergência com a União Europeia”. Apesar da instabilidade, o profissional afirma que tanto o mercado de ações como de dívida fecharam com um saldo favorável, sendo que “o sector bancário europeu experienciou especulação em torno de eventuais movimentos de consolidação”.

Do lado dos mercados emergentes, na opinião de Bruno Pinhão, setembro ficou também marcado pelo aliviar da pressão das economias emergentes que, “apesar das perdas, sentiram um alívio na pressão vendedora, com a bolsa turca a subir mais de 8%, acompanhada da evolução da sua moeda”, avança.

Tendo em conta este contexto, a preferência dos clientes da entidade parecem não ter sofrido muitas alterações em comparação com o mês anterior, mantendo-se os fundos com exposição ao mercado norte-americano, empresas de pequena e média capitalização americanas e europeia e tecnologia entre os mais subscritos. O profissional do ActivoBank realça, ainda, a presença de um fundo sobre investimento socialmente responsável, o que, na sua opinião, “demonstra uma preocupação crescente dos clientes em incorporar critérios de responsabilidade social para a seleção dos seus fundos”.

Fundos de ações voltam a dominar nas preferências dos clientes do Banco Best                              

Já sobre as preferências dos clientes do Banco Best, Rui Castro Pacheco, diretor adjunto de investimentos da entidade, destaca que setembro foi “mais um mês dominado pela procura por fundos de ações, verificando-se também a subscrição de um fundo multiativos e de um fundo de obrigações”.

Começando pelo fundo de obrigações, a escolha recaiu sobre o NN Global High Yield, “um fundo que procura investir, de forma global, em obrigações de emitentes de rating mais fraco e que pagam um cupão mais atrativo e que tem distribuição mensal de rendimentos”, sendo que “olhando para a yield distribuída nos últimos 12 meses, superior a 7%, podemos perceber a atratividade que o fundo tem gerado junto dos nossos clientes”, explica Rui Castro Pacheco. O diretor adjunto de investimentos do Banco Best refere ainda que se verificou uma correção neste tipo de obrigações durante a primeira metade do ano, sendo que “neste trimestre se tem assistido a alguma recuperação das cotações o que pode ter levado alguns investidores a reforçar as suas posições”.

Do lado dos produto multiativos, verifica-se a presença de um “repetente” que, na opinião de Rui Castro Pacheco, “o facto de estar com um retorno superior a 6% num ano difícil como este não deve ser uma coincidência”. Trata-se do Acatis Gané Value Event, um produto gerido por duas equipas – uma da Acatis e outra da Gané. A primeira é uma boutique especialista no investimento de estilo value que procura investir essencialmente “em ativos que estejam com uma valorização atrativa”, sendo que a segunda é conhecida pela sua especialidade em investir com um estilo event, ou seja, “procurar empresas que estejam a passar por um evento corporativo, como alterações na estrutura acionista ou na gestão, e que por esse facto esteja a ser incorretamente avaliada pelo mercado”. “Aliando estes dois estilos distintos de investimento ao facto de ser um fundo multi-ativos, que pode investir em ações e obrigações, a carteira tem apresentado um desempenho bastante interessante em termos de retorno e risco incorrido”, detalha o profissional.

Diversidade

Quanto ao contexto dos fundos de ações, a palavra que classifica as preferências dos clientes da entidade é diversidade, “com os investidores a procurarem estratégias, sectores e regiões bastante específicas”, avança Rui Castro Pacheco. Assim, em termos sectoriais, a escolha recaiu sobre a tecnologia, com o BlackRock World Technology a nível mais global, e com o Allianz Artificial Intelligence a nível mais específico. A saúde foi outro dos sectores em destaque, com a presença do BlackRock World Healthscience.

A nível regional, as estratégias mais subscritas apresentam como foco de investimento o mercado norte-americano, europeu e chinês. Do lado do primeiro, a escolha foi o Alger Small Cap Focus, um fundo de capitalizações, e o NN US Growth Equity, que se foca em empresas de estilo growth. Do lado do mercado europeu encontramos também duas estratégias distintas: o MFS European Value e o Jupiter European Growth. Já no contexto do mercado chinês, a escolha foi o Threadneedle China Opportunities.

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