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Fitch continua a atribuir 'outlook negativo' à banca portuguesa


Os 'ratings' da agência de notação de crédito, Fitch, continuam a classificar a CGD, o BCP e o BPI na categoria de 'BB+', uma classificação idêntica à da República Portuguesa. O Banco Santander Totta manteve o 'rating' do banco em 'BBB-'.

Apesar da agência continuar a prever uma contracção de 2,6% do PIB, e ainda “uma deterioração da qualidade de activos” neste ano e no próximo, e também apontar a saída da recessão em 2014, esta manutenção dos 'ratings' dá conta da “melhoria da capitalização, da estrutura de fundos mais equilibrada e da maior disponibilidade de liquidez" das entidades financeiras nacionais.

A agência financeira afirma que “o sistema bancário permanece em risco” devido aos “desenvolvimentos adversos macroeconómicos e soberanos”. A demissão do Ministro das Finanças, diz a Fitch, aliada ao pedido de demissão do Ministro dos Negócios Estrangeiros “gerou volatilidade no mercado e incerteza”, sendo evidente para a agência a relação próxima entre os problemas do país e da banca.

No entanto, a Fitch diz entender que “a incerteza política foi estancada de alguma forma, por agora, e o cenário base continua a ser o de implementação do programa”.

Apesar disso, deixa o alerta de que os 'ratings' dos bancos podem vir a ser reduzidos mediante alguns factores. São alguns os cenários que continuam em cima da mesa, diz a agência: “uma recessão económica maior do que o antecipado, o que se traduz numa pressão sobre a qualidade dos activos”; o “ressurgir de preocupações com o país, o que pode voltar a condicionar o financiamento do mercado e/ou aumentar substancialmente os custos de financiamento dos bancos” e ainda se “as perdas líquidas significativas se materializarem, pode comprometer a manutenção dos níveis de capital adequados”.

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