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Finanças do comportamento, a nova tendência que irá revolucionar a indústria


Cada vez há mais entidades que oferecem consultoria ao investidor adaptada ao estilo de vida ou projetos futuros. E isto é precisamente o que Salvador Mas, CEO da Finametrix e global head of digital na Allfunds, identificou no congresso Mifid II: Oportunidades e desafios como uma das tendências do futuro na indústria.

Os robo advisors já não são a última tendência, mas sim o behavioural finance. Em 2013 e 2014, conta Mas, os robo advisors estavam no pico das expectativas. “Esse ano parecia que a banca privada ia morrer, viram muito dinheiro ser levantado, mas tinham um grande problema em angariar clientes. A incapacidade que tiveram na altura de captar dinheiro foi um fiasco”, explicou Mas. Wealthfront, o único que não trabalhou com componente humana nem seguiu um modelo misto, está estagnado no valor de 10.000 milhões.

Contudo, a sua influência foi decisiva. “Os robo advisors fizeram uma publicidade enorme aos ETFs e à gestão passiva”, insistiu o especialista. Porque, na altura em que se explica ao cliente a importância dos custos, salta-se diretamente para a gestão passiva, e para os custos do robo advisor. Foi algo que deu reconhecimento a algumas empresas passivas como é o caso da Vanguard. De facto, muitos destes robo advisors foram comprados pela indústria.

Neste ponto aconteceram duas situações: surgiram alguns robo advisors mais pequenos, para ajudar o cliente retail a poupar, como o Acorns ou o Stash, enquanto os robo advisors que já havia no mercado já não falam de gestão de carteiras mas sim de finanças comportamentais com base em objetivos de vida, etc.

Outra mudança disruptiva é a regulação europeia PSD2 relativa aos serviços de pagamentos digitais. “Os bancos vão ter de partilhar a informação com outros bancos”, advertiu Mas. “É um novo modelo de integração incluindo agregadores de contas bancárias AISP. E, embora hoje em dia inclua contas correntes, poder-se-á fazer o mesmo com fundos de investimento”.

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