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Finanças com um objetivo


(Artigo de opinião assinado por Bertille Knuckey. Comentário patrocinado pela Sycomore)

O que significa “utilidade”? Que papel desempenha o setor financeiro? Quais são os princípios no quais se baseia o conceito de “Finanças com um objetivo”? Estas são as perguntas que tentamos responder, dando voz à população francesa, através das conclusões de uma sondagem realizada pela Sycomore AM com a colaboração da Patrimonia, mas também deixando a palavra a bruno Le Maire, Ministro francês de Economia e Finanças.

Os investidores são úteis quando participam ativamente na economia real. Têm as chaves para compreender as implicações dos seus investimentos, o seu significado e o seu objetivo. A missão da Sycomore – fazer com que o investimento seja mais humano – é impulsionada pelo nosso compromisso de ter em conta as considerações humanas na altura de tomar as nossas decisões de investimento, mas também de trabalhar intimamente com as empresas, conscientes das suas realidades. A nossa ambição é destinar o capital que nos confiaram a projetos mais prometedores, não apenas do ponto de vista financeiro, como também do ponto de vista do impacto na sociedade e meio ambiente. Acreditamos que um investimento é “útil” apenas se combinar lucros económi1cos com uma contribuição positiva para a sociedade e/ou para o meio ambiente. Contrariamente àquilo que se pensa, estes dois fatores estão intimamente relacionados.

Embora continue a ser difícil quantificar esta contribuição, faz parte da nossa missão como investidores responsáveis: garante a credibilidade da nossa abordagem com os nossos clientes e, em última instância, com qualquer investidor. Já em 2015, imaginamos uma nova métrica para medir os impactos ambientais (a Net Enviornmental Contribution®) e atualmente estamos a trabalhar no desenvolvimento de outros indicadores relacionados com os impactos sociais corporativos.

“Acreditamos que um investimento tem um “objetivo” apenas se combinar o rendimento financeiro com uma contribuição positiva para a sociedade e/ou para o meio ambiente”.

No período de 2017-2018, participámos nos trabalhos de investigação realizados pelo comité científico sobre os impactos da etiqueta francesa SRI¹. Baseando-se nas considerações propostas por este grupo de trabalho e numa revisão profunda da literatura, o comité irá emitir um relatório no outono de 2018 que irá oferecer uma perspetiva geral precisa das atuais medições de impacto disponíveis e recomendações adicionais respetivamente. Esperamos com interesse esta investigação esclarecedora que irá ajudar a melhorar a coerência das abordagens relacionadas com o impacto.

Até lá, quando voltemos a definir o uso e o papel das finanças, a edição de outubro de “The Responsible Way” irá tentar delinear aquilo que é um investimento “intencional”; também irá mostrar quão difícil é demonstrar, através das métricas de impacto, quão útil é realmente um investimento. No entanto, é urgente atuar, como sublinha Bruno Le Maire: devemos “devolver um pouco de sentido ao investimento, fazendo que os agentes da indústria financeira enfrentem os grandes desafios de hoje”.

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1 O SRI Label ajuda os investidores na seleção de produtos responsáveis e sustentáveis. Criada e apoiada pelo Ministério das Finanças, a etiqueta tem como objetivo melhorar a legibilidade dos veículos de Investimento Socialmente Responsável (ISR) para os investidores particulares na França e na Europa.

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